28/05/2014 20:26 - Política
Radioagência
Parecer do processo contra André Vargas deve ser votado antes do recesso
O relator do processo por quebra de decoro parlamentar contra o deputado André Vargas, deputado Julio Delgado, do PSB de Minas Gerais, espera que seu parecer seja apresentado e votado durante a Copa do Mundo de futebol ou, no máximo, antes do recesso parlamentar, que acontece na segunda quinzena de julho. André Vargas apresentou nesta quarta-feira sua defesa ao Conselho de Ética em caráter sigiloso, o que significa que até mesmo o relator só poderá ter acesso a ele nas dependências do Conselho.
Delgado anunciou que nesta quinta-feira vai solicitar ao Supremo Tribunal Federal as informações sobre a Operação Lava Jato, da Polícia Federal. Vargas é acusado de ter envolvimento com o doleiro Alberto Youssef, um dos principais investigados na operação de combate à lavagem de dinheiro. O relator pretende realizar na próxima semana as oitivas das testemunhas apontadas por Vargas e na semana seguinte cumprir os procedimentos processuais necessários para a apresentação do parecer.
"O que é importante é que o nosso prazo começa a correr a partir de hoje e nós vamos dar o rito que é necessário para que a sociedade seja esclarecida dessa questão."
E será votado na próxima reunião do Conselho de Ética, na quarta-feira, o parecer preliminar do deputado Marcos Rogério, do PDT de Rondônia, sobre as denúncias, apresentadas pelo Psol de quebra de decoro parlamentar pelo deputado Luiz Argôlo, do Solidariedade da Bahia. O parecer, que pede a abertura de investigação das denúncias de que Argôllo também tinha envolvimento com o doleiro Alberto Youssef, foi apresentado nesta quarta-feira, mas teve pedido de vista. Mesmo assim, o relator já anunciou que vai continuar com os procedimentos de outra representação.
Luiz Argôlo responde a representação da Mesa Diretora, que recomenda sua cassação. A essa representação foi apensada o pedido do Psol, que, por se tratar de pedido de partido político, tem de passar pelo procedimento preliminar. Segundo Marcos Rogério, não há necessidade de relatório preliminar para esse pedido.
"O pedido de vista simplesmente vai acarretar aqui um incidente à defesa e ao relator de descompasso das representações porque aí eu vou acatar o pedido e dar sequência naquele que já foi instaurado. Aquele que já foi recepcionado e que não necessidade de admissibilidade"
O advogado do deputado Luiz Argôlo, Aluísio Reges, afirmou que seu cliente é inocente de todas as acusações. Ele afirmou que as denúncias não são baseadas em fatos, mas em fofocas e que ele só vai se pronunciar quando tiver acesso aos dados do processo, que hoje está no Supremo Tribunal Federal.
"Nós não tivemos acesso ainda ao relatório da Polícia Federal que parece que está em todas as redações de jornais no Brasil. Mas o investigado até agora não foi citado"
O deputado Fernando Ferro, do PT de Pernambuco, afirmou que é favorável a que as denúncias de irregularidades sejam investigadas pelo Conselho, mas advertiu que os julgamentos não podem se basear unicamente em reportagens.








