27/05/2014 13:25 - Meio Ambiente
Radioagência
Entidades defendem mais rapidez no aumento da mistura de biodiesel ao diesel
Nesta quarta-feira, o governo deve anunciar medida provisória com o aumento da mistura de biodiesel ao diesel de 5% para 6% a partir de julho e 7% a partir de novembro.
O anúncio foi feito pelo deputado Márcio Macedo, do PT de Sergipe, que coordenou, nesta terça-feira, seminário sobre o programa do biodiesel na Comissão de Meio Ambiente da Câmara. O biodiesel brasileiro é obtido principalmente pelo processamento do óleo de soja.
O presidente da Diretoria Executiva da Ubrabio, União Brasileira do Biodiesel e Bioquerosene, Odacir Klein, afirma que um dos fatores que pesou na decisão foi o fato de que hoje o diesel está mais caro do que o biodiesel. Até então, a resistência em relação ao aumento da mistura era o medo de que ela pudesse elevar a inflação. No seminário, a Ubrabio defendeu mais rapidez no aumento da mistura para que ela chegue a 20% pelo menos nas regiões metropolitanas. O setor hoje, segundo a entidade, tem muita capacidade ociosa e a falta de uma perspectiva de longo prazo inibe os investimentos.
Klein, porém, disse que o momento é de assegurar as conquistas:
"As entidades continuarão pleiteando. Agora, se nós das entidades misturarmos um avanço com o pedido de 20% e procurarmos explicação porque isso não ocorreu ainda, no meu entendimento nós estaremos dando um tiro no pé"
O deputado Márcio Macedo defende a mistura de 10% para 2020:
"Porque o setor teve um boom em 2008/2010 e depois teve uma queda que tem consequências na cadeia produtiva do biodiesel e no processo de diminuição dos gases de efeito estufa, que são as metas brasileiras voluntárias para serem cumpridas. Então eu acho que essa retomada é muito importante do ponto de vista ambiental e do ponto de vista econômico para o Brasil. Eu espero que essa retomada possa seguir a velocidade necessária para que a gente possa chegar em 2020 com B10"

O setor afirma que o biodiesel reduz a poluição do ar em 70% e oferece um destino para a reciclagem de materiais. Segundo Odacir Klein, da Ubrabio, o sebo bovino é 20% do processo e o óleo de fritura, 1%. Os participantes do seminário foram unânimes em defender uma política nacional de educação e incentivos para a coleta do óleo de cozinha usado. Segundo Rossano Gambetta, da Embrapa, cada litro de óleo de fritura contamina 25 mil litros de água. Em Brasília, a Embrapa e a Caesb, que é a companhia de saneamento local, estão trabalhando na implantação de uma usina de biodiesel vinculada às estações de tratamento de água.








