13/03/2014 15:45 - Saúde
Radioagência
Academias podem ser obrigadas a ter posto médico com desfibrilador
Projeto em tramitação na Câmara (PL 6649/13) obriga as academias de ginástica e outros estabelecimentos de práticas desportivas a ter posto médico com desfibrilador para casos de parada cardiorrespiratória, além de profissionais habilitados para uso do equipamento. A fiscalização ficaria a cargo do órgão de vigilância sanitária dos municípios, estados e União.
O professor de educação física Giliard de Garcia defende a obrigatoriedade do desfibrilador, porque é uma medida a mais para a segurança do esportista. Segundo ele, mesmo que tome todos os cuidados e tenha acompanhamento médico, nada impede ocorrências provocadas por herança genética, por exemplo.

"E com o uso do desfibrilador, a gente pode estar retardando o risco dela, ou melhor, ganhando tempo para que o profissional adequado da saúde, o Samu ou os primeiros socorros cheguem sem que gere algum dano ou que venha a ter a fatalidade, que é a morte da pessoa."
A academia de ginástica em que Giliard trabalha tem desfibrilador. Ele afirma que o aparelho nunca foi usado, mas ele passa por revisões periódicas e a equipe é treinada sobre o uso. Segundo a SBC, Sociedade Brasileira de Cardiologia, a realização imediata de ressuscitação cardiopulmonar em uma vítima de infarto contribui para aumentar a taxa de sobrevivência.
O presidente do Departamento de Exercícios e Reabilitação da SBC, Nabil Ghorayeb, afirma que não é rara a falta de cobrança da avaliação médica pelas academias e de estrutura para atendimentos de emergência. Ele acha que tudo o que contribua para a segurança do aluno é bem-vindo.
"As academias em geral no Brasil são totalmente contra qualquer procedimento que faça com que elas gastem mais, tenham mais despesas. Se a gente só simplesmente exigir que eles coloquem um desfibrilador vai ser um problema, mesmo que tenha equipe de emergência. Por quê? Aí você vai ter que montar um mini pronto socorro e vai causar uma série de, vamos dizer assim, pessoas contra o projeto e aí de repente o projeto não sai do lugar."
Segundo Nabil Ghorayeb, o número de mortes de esportistas durante a prática esportiva é extraoficial, mas gira em torno de 25 por ano. Nas academias não há números conhecidos.
A proposta, apresentada pelo deputado Leonardo Gadelha, do PSC da Paraíba, tinha como relator na Comissão de Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio, o doutor Ubiali, do PSB paulista, mas, neste ano o partido não tem vaga na comissão e a proposta vai ganhar novo relator.








