11/03/2014 14:27 - Direitos Humanos
11/03/2014 14:27 - Direitos Humanos
Integrantes da CPI da Câmara que investiga o tráfico de pessoas no Brasil encontram-se, nesta quarta-feira, com representantes da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, a CNBB. A comissão se une aos esforços da Campanha da Fraternidade deste ano, cujo tema é "Fraternidade e Tráfico Humano".
Segundo o presidente da CPI, deputado Arnaldo Jordy (PPS-PA), a capilaridade da Igreja Católica faz com que o alerta sobre o problema chegue a mais casas e comunidades pelo país.
"As igrejas em geral, não só a Igreja Católica, têm um grau de capilaridade na sociedade brasileira que é muito importante em campanhas dessa natureza, que dependem fundamentalmente da informação e da prevenção do que da ação punitiva do Estado."
Segundo a ONU, o tráfico de pessoas movimenta anualmente US$ 32 bilhões em todo o mundo. O secretário geral da CNBB, dom Leonardo Steiner, destaca que a Campanha da Fraternidade pretende mostrar as diferentes faces dessa atividade criminosa.
"Sabemos que as pessoas são convidadas, especialmente, no meio mais pobre. Existem propostas de bons empregos e que, depois, na realidade não se concretizam e as pessoas são usadas, às vezes, para prostituição ou para trabalhos que não são dignos. O primeiro objetivo nosso é discutir com as comunidades todas, não só as comunidades católicas, mas levar para as escolas, para todos os ambientes esta realidade, falar sobre essa realidade. Porque, se as comunidades, as famílias perceberem, deverão dar uma grande contribuição."
Dom Leonardo Steiner diz que a campanha também objetiva incentivar as denúncias e a reflexão sobre a reinserção social das pessoas resgatadas do tráfico.
No Brasil, segundo o 1º vice-presidente da CPI do Tráfico de Pessoas, deputado Luiz Couto (PT-PB), as principais rotas do tráfico estão no Norte e Nordeste.
"Na região Norte, são 76 rotas. No Nordeste, são 69. No Sudeste, são 35. No Centro-Oeste, são 33. E na região Sul, 28. Mostrando que, primeiro, o tráfico para trabalho escravo. Segundo, para exploração sexual, prostituição, pedofilia. Terceiro, a questão para venda de órgãos humanos. E a quarta é também a questão da adoção ilegal, que tem crescido muito."
O governo federal mantém uma central para receber denúncias de violação de direitos humanos, inclusive tráfico humano. É o Disque 100.
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