10/03/2014 18:26 - Economia
10/03/2014 18:26 - Economia
O vinho pode ser incluído entre os produtos que compõem a cesta básica dos brasileiros. De acordo com projeto nesse sentido em tramitação na Câmara, a diminuição dos impostos e a inclusão na cesta básica seriam, exclusivamente, para vinhos brasileiros. O autor da proposta, deputado Edinho Bez, do PMDB de Santa Catarina, acredita que o Brasil perde competitividade com os outros países por causa da alta carga tributária.
Além de incluir a bebida, o projeto de lei (PL 5965/13) altera a composição da cesta básica para garantir que ela seja a mesma em todo o Brasil, pois atualmente ela varia entre três regiões. O projeto adota os valores das regiões Sudeste, Goiás e Distrito Federal como padrão. Também, passa a valer o valor em dúzias ao invés de unidades para a banana e o óleo é padronizado em 900 ml ao invés de 750 ml.
Atualmente a Argentina tem mais de 1.000 vinícolas em funcionamento e comercializa 1,3 bilhão de litros de vinho por ano. O faturamento alcança 2,6 bilhões de dólares, dos quais 77% são gerados no mercado interno e 23% por exportações.
O deputado Edinho Bez defende que o vinho é considerado remédio e o seu consumo diário, como um hábito saudável, incentivará a produção e trará reflexos econômicos altamente positivos para o país.
"O meu projeto tem, além do objetivo de fazer com que o vinho seja considerado remédio, é baixar a carga tributária de 54% para 7% a 15%. Haverá novos investidores porque o Brasil tem clima, tem terra e nós temos tudo para ser grandes produtores de vinho. Nós queremos estimular que as pessoas, com menos poder aquisitivo, tomem o vinho e que mais investimentos venham para o Brasil para gerar empregos, renda e melhorar também a nossa economia. Agora, tudo que for demais prejudica. Até agua, se você beber demais também vai fazer mal".
O projeto que unifica as quantidades dos alimentos da Cesta Básica e inclui o vinho entre os produtos que a compõem ainda será analisado por três comissões permanentes da Casa.
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