27/11/2013 16:22 - Saúde
Radioagência
Diagnóstico precoce é fundamental na luta contra o câncer, afirmam especialistas
No Dia Nacional de Combate ao Câncer, 27 de novembro, parlamentares, médicos e ativistas reúnem-se, na Câmara, para buscar mais recursos para saúde e alertar sobre a importância do diagnóstico precoce na luta contra a doença.
Segundo o médico Bernardo Garicochea, do Centro de Oncologia do Hospital Sírio Libânes, em São Paulo, uma das estratégias mais importantes no combate ao câncer está na identificação de grupos de risco. O oncologista lembra que, pelas estatísticas, uma em cada três pessoas vai ter algum tipo de câncer na vida. Ele sugere a criação de centros de referência em prevenção e diagnóstico para acolher aqueles que, por uma primeira triagem dos postos de saúde, sejam identificados entre os que têm mais probabilidade de desenvolver a doença, seja por fatores genéticos ou ambientais:
"Você cria unidades de prevenção dentro de hospitais que já estão bem estabelecidos. O que existe é a falta do fluxo, a falta do conversar entre os centros de atendimento primário e encaminhar o paciente rapidamente para essas unidades."
Bernardo Garicochea calcula que a análise dos grupos de risco poderia levar à redução de 20% na mortalidade por câncer nos próximos dez anos, especialmente nos cânceres mais comuns, como próstata, mama, intestino, estômago e pulmão.
Na prática, a demora no atendimento aos pacientes diagnosticados com a doença ainda é uma realidade no Sistema Único de Saúde, apesar de uma lei fixar prazo de 60 dias para início do tratamento de um câncer maligno (12.732/12). Presidente do Instituto Humanista de Desenvolvimento Social, Humsol, Tânia Gomez, cita um exemplo:
"Hoje aqui no Distrito Federal fui procurada por uma pessoa que a mãe está com diagnóstico de câncer. Faz dois meses que está aguardando atendimento e não consegue."
Diagnosticada com câncer de mama em 2001, Tânia enfrentou a doença e hoje milita na área, alertando sobre a importância do tratamento precoce e a necessidade de mais recursos para a saúde. A Humsol e outras entidades ligadas à Federação Brasileira de Instituições Filantrópicas de Apoio à Saúde da Mama realizaram ato em frente ao Congresso, nesta quarta, pedindo a aprovação do projeto que destina, pelo menos, 10% das receitas brutas da União para a Saúde (PLP 321/13).
Apoiadora da causa, a deputada Cida Borghetti (PROS/PR) lembra também que, neste momento de discussão do Orçamento do próximo ano, é importante a destinação de emendas parlamentares para a saúde, especialmente, em áreas relacionadas ao tratamento do câncer:
"Através do nosso trabalho parlamentar, destinamos emendas para aquisição de quatro centros de diagnóstico, que vão cobrir o estado do Paraná. (...) Só três anos atrás, eu coloquei praticamente R$ 5 milhões em emendas para aquisição desse centro de diagnóstico e hoje ele é realidade."
Até esta quinta-feira (28), deputados e senadores têm R$ 14,68 milhões, cada, para apresentar emendas ao Orçamento de 2014, sendo necessariamente metade do montante para ações e serviços públicos de saúde.








