26/11/2013 12:00 - Saúde
26/11/2013 12:00 - Saúde
O presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves, espera para esta quarta-feira o resultado da perícia médica feita pelos médicos da Casa no deputado licenciado José Genoino, do PT de São Paulo. O resultado servirá de base para a concessão ou não da aposentadoria por invalidez pedida pelo parlamentar, que sofre de problemas cardíacos.
O exame no petista foi feito nesta segunda-feira, na casa da filha de Genoino, no Distrito Federal, onde o deputado licenciado cumpre prisão domiciliar temporária. O resultado da perícia será levado à reunião da Mesa Diretora da Câmara, marcada para a manhã de quinta-feira. No mesmo dia, os integrantes da Mesa terão que decidir sobre uma eventual abertura de processo de perda de mandato contra José Genoíno, condenado na ação penal do mensalão.
O caso começou a ser analisado na semana passada, mas um pedido de vista dos deputados petistas André Vargas (PR) e Biffi (MS) adiou a decisão para esta semana. Henrique Alves não quis antecipar se o resultado da perícia médica poderia inviabilizar a abertura de processo de perda de mandato.
"Eu não gostaria de antecipar ou precipitar os acontecimentos. É muito grave uma junta médica declarar uma pessoa incapaz, inválida para exercer um trabalho em uma profissão. É de muita gravidade a decisão. Então, requer um cuidado e uma imensa responsabilidade da junta médica. É essa manifestação, com esse cuidado e essa responsabilidade, que nós aguardamos."
José Genoino entrou com o pedido de aposentadoria na Câmara em setembro, mas a análise do caso havia sido adiada para janeiro do ano que vem. Na ocasião, a junta médica da Casa decidiu que seria melhor aguardar sua plena recuperação de uma cirurgia cardíaca.
Na última quinta-feira, o deputado passou mal e foi internado no Instituto de Cardiologia do Distrito Federal. Após ter sido descartada a hipótese de infarto, o parlamentar foi colocado em prisão domiciliar. Genoino está preso desde o dia 15 de novembro. Ele foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal a seis anos e 11 meses de prisão por formação de quadrilha e corrupção ativa.
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