26/08/2013 18:03 - Segurança
Radioagência
Comissão aprova uso de drogas apreendidas para treinar cães policiais
Cães policiais serão treinados com drogas apreendidas. A Comissão de Segurança Pública aprovou projeto de lei (PL 4450/12), do deputado Jair Bolsonaro, do PP do Rio de Janeiro, que permite o uso de drogas apreendidas para o adestramento de cães, de forma menos burocrática. Atualmente, a droga apreendida fica sob custódia da polícia civil. O uso da droga no treinamento de cães farejadores é liberada pelo Judiciário, sob condições.
Adestrador da polícia militar do Distrito Federal, o Capitão Pereira Alves acha que a nova lei vai permitir a atualização das polícias no combate às drogas novas
"Existe uma dificuldade muito grande de se conseguir essa liberação, em juízo, de determinado tipo de droga. Os cães precisam estar treinando sempre com as drogas, mesmo com aquelas drogas que estão sendo inovadas. A cada dia surge uma droga nova. Então o cão deve estar sempre pronto para detectar esse tipo de odor novo também, então um projeto de lei como esse iria facilitar e muito o acesso das polícias a determinados tipos de entorpecentes, o que facilitaria de sobremaneira no treinamento dos animais."
O treinamento do cão farejador é feito usando recompensas ao animal. Capitão Alves cita como uma simples bolinha pode motivar o cão.
"Numa determinada fase do treinamento, a gente coloca essa bolinha dentro de uma caixa, que tenha a substância entorpecente, embalada. As partículas de odores da substancia entorpecente passam para a bolinha. E o que cão vai entender? Ele vai entender que aquela bolinha, que aquele brinquedo dele, que ele sempre busca tem o cheiro da droga. Fazendo uma varredura, botando o cão para trabalhar, ela vai estar exatamente atrás daquele odor, que tem aquela bolinha. Então, a partir do momento que ele indica ao policial que existe droga em determinado ponto, o policial pega uma bolinha do seu bolso, premia o cão e faz uma revista do local."
Relator do substitutivo ao projeto de lei, o deputado Guilherme Campos, do PSD paulista, pretende suprir omissão da lei atual
"Ele vem preencher essa lacuna legal de trazer aquela droga apreendida para o treinamento dos animais. E a partir do momento que você possa estar usando os animais bem treinados, capacitados para exercer essa função de busca, de procura de drogas e entorpecentes, você está aumentando a eficiência de um trabalho preventino. De um trabalho onde as polícias podem se antecipar ao movimento dos criminosos."
Campos ampliou o rol das autoridades policiais aptas a treinar cães farejadores. Qualquer autoridade policial civil ou militar pode portar pequena quantidade de droga para fins de adestramento, o que a lei atual não prevê.
O projeto agora aguarda votação na Comissão de Constituição e Justiça.








