05/12/2012 16:11 - Economia
05/12/2012 16:11 - Economia
O ministro da Pesca e Aquicultura, Marcelo Crivella, apresentou nesta quarta-feira, na Câmara, detalhes do Plano Safra da Pesca, que prevê quatro bilhões e cem milhões de reais em financiamentos para o setor. O plano deve beneficiar mais de 300 mil famílias e tem como meta retirar cerca de 100 mil famílias da situação de extrema pobreza. Entre os beneficiados estão pescadores artesanais, agricultores familiares, mulheres de pescadores e marisqueiras.
Crivella destacou a grande capacidade produtiva do País e disse que pretende fazer uma grande reforma no setor.
"Nós temos milhões de hectares de água e produtividade pra fazermos peixe. E é isso que queremos fazer: uma reforma aquícola, distribuir lotes para pessoas humildes...Uma grande reforma aquícola no País."
Em audiência pública na Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural, Crivella afirmou que o Plano Safra da Pesca tem quatro pontos fundamentais: desoneração da cadeia produtiva; investimento em ciência e tecnologia e em assistência técnica; estímulo à formação de cooperativas; e melhores condições de armazenagem e comercialização do pescado.
Crivella destacou ainda que a área de ciência e tecnologia poderá contar com um incremento de 54 milhões e quatrocentos mil reais, que possibilitará a execução de 75 projetos no setor. Segundo ele, esse é um ponto fundamental do Plano Safra da Pesca.
"Em alguns países do mundo, a tilápia come 1 quilo e em 3 meses engorda 1 quilo, produzindo 45% de filé. No Brasil, ainda falta pesquisa, tecnologia e a tilápia come 1,5 quilo, engorda 1 quilo em 6 meses e produz 35 % de filé. Mas chegaremos lá."
O ministro Crivella também comemorou a publicação da instrução normativa do Ibama que autoriza a criação do Tambaqui na bacia do rio Tocantins. Segundo ele, essa é uma conquista de nove anos de luta e que beneficia cerca de 30 mil pescadores que atuam no Lago da Usina Hidrelétrica de Tucuruí.
Os deputados Abelardo Lupion, do DEM do Paraná, e Moreira Mendes, do PSD de Rondônia, criticaram a burocracia imposta pelo Ibama para conceder licenças. Para eles, os técnicos do Ibama precisam ter a consciência de que existe um outro lado da moeda com pessoas querendo produzir alimento.
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