08/10/2012 15:58 - Política
Radioagência
CPMI do Cachoeira: trabalhos recomeçam esta semana com depoimento do deputado Leréia
Esta semana a CPI Mista do Cachoeira volta a se reunir, depois de pouco mais de um mês de suspensão nos trabalhos por causa das eleições. Nesta terça-feira, está previsto o depoimento do primeiro deputado federal na comissão: Carlos Alberto Leréia, do PSDB goiano, acusado de receber dinheiro do suposto esquema criminoso de Carlinhos Cachoeira, além de ter avisado o contraventor de operações policiais contra jogos ilegais. A Polícia Federal flagrou pelo menos 72 telefonemas entre Leréia e Cachoeira. É a segunda vez que a CPI tenta ouvir as explicações do parlamentar, que admite ser amigo de Cachoeira, mas nega envolvimento com atividades ilegais.
Na quarta-feira está prevista uma reunião administrativa para decidir os próximos passos da comissão. A principal decisão a ser tomada é sobre o fim ou não da CPI. O prazo para a conclusão do colegiado termina em 4 de novembro. Daqui até lá, seria preciso receber o resto das informações, analisá-las, escrever as conclusões e aprovar o documento final do relator.
Isso sem considerar os mais de 500 requerimentos não votados e as investigações que ainda não foram feitas, como as relacionadas às empresas-fantasmas que receberam mais de R$ 240 milhões da construtora Delta. O líder do PPS na Câmara, deputado Rubens Bueno, diz que é preciso mais tempo para ir atrás de novos indícios ou aprofundar a investigação sobre o que a CPI já descobriu.
"Prorrogando nós vamos dar uma satisfação à sociedade brasileira. Porque uma CPMI como esta, envolvendo bilhões de reais da construtora Delta, dos negócios do senhor Carlinhos Cachoeira, que segundo a Polícia Federal é sócio oculto da Delta, então nós temos que investigar e mostrar para o Brasil que este tipo de coisa tem que ser punida exemplarmente."
Mas, para alguns parlamentares da base governista, a investigação já cumpriu o seu papel, que era desvendar as relações de Cachoeira com agentes públicos e privados. O relator, deputado Odair Cunha, do PT mineiro, ainda não se pronunciou a respeito. Já o vice-presidente da CPI, deputado Paulo Teixeira, do PT paulista, defende o fim da CPI.
"Acho que não há necessidade de prorrogação. Se o relator conseguir entregar o relatório em tempo e o relatório completo não vejo razões para haver a prorrogação da CPI. Acho que a investigação está madura e tem condições de concluir."
O presidente da CPI, senador Vital do Rêgo, do PMDB da Paraíba, quer discutir a prorrogação com os líderes partidários. Mas para a comissão ter mais tempo para investigar, é preciso o apoio de um em cada três parlamentares do Congresso Nacional.








