26/09/2012 15:09 - Política
26/09/2012 15:09 - Política
Trinta e seis bilhões de reais. Esta é a quantia recebida nos últimos dez anos por 75 pessoas e empresas acusadas de envolvimento com a suposta organização criminosa liderada por Carlinhos Cachoeira.
Os números foram identificados pelo relator da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito do Cachoeira, deputado Odair Cunha, do PT mineiro, que realiza um levantamento sobre as finanças do esquema.
A pesquisa também já identificou que 93% das 553 mil transações feitas em cheque pelos suspeitos não têm a identificação de quem pagou ou recebeu o dinheiro. Só as movimentações anônimas envolvem R$ 2 bilhões. Tem ainda mais R$ 1 bilhão que também não se sabe de quem veio ou para quem foi, só que esse valor foi movimentado em transferências bancárias, ou seja, os bancos têm a identificação dos envolvidos, mas esses nomes não chegaram à CPI.
Por isso, Odair Cunha diz que está sendo realizado um trabalho específico em busca dessas informações.
“Nós temos um problema de acesso às informações do sigilo bancário. É uma força tarefa específica para solucionar esses problemas. Uma forma que estamos fazendo é indo nos bancos, vendo se o banco fez o envio e se na conversão dos dados na CPMI se teve algum problema ou não”.
O mapa das finanças do esquema criminoso de Cachoeira deve orientar os próximos passos da CPI, que retoma os trabalhos na segunda semana de outubro, depois de ficarem suspensos durante este mês de setembro.
Para o senador Randolfe Rodrigues, do PSol do Amapá, a comissão também tem outras pendências para resolver, principalmente as relacionadas à construtora Delta, suspeita de integrar o esquema, repassando mais de R$ 420 milhões a 18 empresas de fachada:
“Eu espero que nós possamos quebrar o sigilo das 12 empresas laranjas da empreiteira Delta que ainda não tiveram o sigilo quebrado, possamos ouvir representantes de empresas laranjas que já têm requerimentos para sua convocação e possamos chegar aos outros agentes públicos que receberam financiamento dessa empreiteira”.
Em outra frente, a CPI Mista do Cachoeira trabalha junto com o Ministério Público Federal para garantir que bens dos acusados de integrar o esquema criminoso fiquem bloqueados pela Justiça para que futuramente voltem aos cofres públicos. São 168 bens, avaliados em R$ 140 milhões.
Use esse formulário para comunicar erros ou fazer sugestões sobre o novo portal da Câmara dos Deputados. Para qualquer outro assunto, utilize o Fale Conosco.
Sua mensagem foi enviada.