15/12/2011 19:00 -
Radioagência
Deputado apresenta projeto para tornar teste do coraçãozinho obrigatório (02'38'')
O teste do coraçãozinho em recém-nascidos, nome popular do exame de Oximetria de Pulso, poderá se tornar obrigatório nas maternidades públicas e privadas do Brasil. O deputado Eleuses Paiva, do PSD de São Paulo, apresentou projeto que prevê essa medida (PL 2818/11).
O teste do coraçãozinho não provoca dor e serve para detectar precocemente doenças cardíacas que podem colocar em risco a vida do bebê. De acordo com a proposta, o exame deverá ser realizado ainda no berçário, depois das primeiras 24 horas de vida da criança e antes da alta hospitalar.
O presidente do Departamento de Neonatologia da Sociedade Brasileira de Pediatria, Renato Procianoy, diz que o teste ainda não entrou na rotina de todas as maternidades porque foi descrito há pouco tempo. O médico explica como o exame é feito:
"É um teste muito simples. A criança, nas 24, 48 horas de vida, a gente bota um aparelhinho que a grande maioria dos hospitais têm, que é o oxímetro, e você coloca na mão direita, e vê se a saturação da hemoglobina, vê qual é a oxigenação do nenê. Se tem alguma alteração, não quer dizer, necessariamente, que tenha problema cardíaco, mas existe uma possibilidade".
O médico Renato Procianoy explica que se houver alguma alteração do teste do coraçãozinho, outros exames precisam ser feitos para se chegar a um diagnóstico preciso.
De acordo com o projeto do deputado Eleuses Paiva, as despesas com o teste do coraçãozinho nas materidades públicas deverão ser pagas com recursos do SUS, o Sistema Único de Saúde. O parlamentar afirma que o oxímetro é um aparelho barato, que, praticamente, não vai gerar custos para o SUS. Eleuses Paiva ainda destaca que o objetivo do projeto é salvar vidas:
"A Universidade de Birmingham, uma universidade na Inglaterra, fez uma avaliação com 20 mil crianças recém-nascidas. Dessas 20 mil crianças, praticamente todas apresentavam uma situação muito saudável de vida. No entanto, quando foi fazer o teste do coraçãozinho com o oxímetro, mostrou que 195 bebês tinham uma alteração da parte de oxigênio no sangue. Desses 195, foram vistos que 72 tinham problemas sérios cardíacos, que foram essas crianças salvas porque, rapidamente, foram propostas cirurgias para essas crianças das relações de doenças congênitas cardíacas. Portanto, salvamos 72 vidas".
O projeto que torna obrigatório o teste do coraçãozinho nas maternidades tramita em conjunto com outro que trata de assunto parecido (PL 484/11). Eles estão prontos para entrar na pauta da Comissão de Seguridade Social.
De Brasília, Renata Tôrres








