23/03/2026 22:33 - Direito e Justiça
Radioagência
CPMI do INSS é prorrogada por decisão do ministro André Mendonça do STF
COMISSÃO QUE INVESTIGA FRAUDES NO INSS GANHA MAIS PRAZO PARA TRABALHAR. FOCO SERÁ A ESCUTA DE TESTEMUNHAS. A REPÓRTER DANIELE LESSA TEM OS DETALHES.
A CPMI do INSS deve ser prorrogada por decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal, André Mendonça. Segundo o presidente da comissão, senador Carlos Viana (PODEMOS-MG), os trabalhos irão prosseguir por mais 60 dias, podendo chegar a 120 dias caso surjam fatos novos. Diante das decisões do STF que concedem habeas corpus a investigados, dispensando o comparecimento à comissão, o foco agora será ouvir testemunhas.
“Com o relator Alfredo Gaspar, nós decidiremos agora uma nova lista de convocados, especialmente testemunhas, porque nós já temos decisões do Supremo que nos impedem de trazer investigados. Então não adianta nós ficarmos insistindo até que nós tenhamos uma definição sobre essa mudança de posicionamento do STF.”
Carlos Viana afirmou que já foram encaminhados questionamentos ao Supremo para tentar reverter os habeas corpus concedidos e realizar o depoimento desses investigados. Entre os nomes que a comissão ainda pretende ouvir estão Martha Graeff, ex-noiva do dono do banco Master Daniel Vorcaro, o ministro da Previdência, Wolney Queiroz e o presidente da Dataprev, Rodrigo Assumpção.
Sobre os documentos de Daniel Vorcaro retirados da sala cofre da comissão por decisão de André Mendonça, Carlos Viana informou que já enviou ofício ao ministro solicitando a devolução do material.
O relator da CPMI, deputado Alfredo Gaspar (União-AL), afirmou que o relatório já reúne cerca de 5 mil páginas e 228 indiciamentos. Segundo ele, a prorrogação será relevante para elaborar propostas voltadas ao aperfeiçoamento do sistema previdenciário.
“Vai muito além do relatório. A prorrogação vai ser muito importante porque nós estamos trabalhando na legislação, através de projetos de lei para buscar uma blindagem do sistema de previdência.”
Alfredo Gaspar destacou ainda que as investigações apontam uma grande vulnerabilidade do Brasil a esquemas de lavagem de dinheiro, um problema que, segundo ele, também precisa ser enfrentado com mudanças na legislação.
Da Rádio Câmara, de Brasília, Daniele Lessa








