27/02/2026 08:23 - Política
Radioagência
Interrogado na CPMI do INSS, Paulo Camisotti fica em silêncio
O EMPRESÁRIO PAULO CAMISOTTI FICOU EM SILÊNCIO DURANTE DEPOIMENTO À CPMI DO INSS. A POSTURA FOI CRITICADA POR INTEGRANTES DA COMISSÃO DE INQUÉRITO, COMO INFORMA O REPÓRTER DOUGLAS CASTILHO, DA RÁDIO SENADO.
A CPMI do INSS recebeu hoje o empresário Paulo Camisotti, filho e sócio de Maurício Camisotti, que está preso desde setembro, acusado de envolvimento nos descontos ilegais em benefícios e pensões do INSS. Paulo compareceu à comissão na condição de testemunha e, amparado por um habeas corpus que lhe conferia o direito de permanecer em silêncio, não respondeu às perguntas dos parlamentares.
O relator da comissão, deputado Alfredo Gaspar (União-AL), do União de Alagoas, ressaltou a importância da presença do depoente para o avanço das investigações dado o volume de dinheiro supostamente ilegal que sua família teria movimentado.
"Essa família com mais de 350 milhões de reais dessas três entidades, ela é cinco vezes mais forte do que careca do INSS. Botaram o nome do careca do INSS e a gente ficou repetindo. Maior operador financeiro, mas lembrem desse nome: Camisotti."
O senador Eduardo Girão, do Novo do Ceará, criticou o silêncio de Camisotti diante de perguntas, segundo ele, não amparadas pela proteção judicial.
"Com 350 milhões de reais que passaram por empresas que o senhor não quis dizer aqui o que é que elas faziam. O senhor é presidente de uma empresa e o senhor não diz qual é a atividade que se faz da empresa, o que que isso incrimina, eu não sei, porque os nomes estão aqui das empresas de saúde e tudo. E nós chegamos na situação que o senhor praticamente não colaborou com o nosso trabalho aqui hoje."
A senadora Damares Alves, do Republicanos do Distrito Federal, relembrou que as regras de uma possível delação premiada envolvem o fornecimento de informações novas e aconselhou Paulo Camisotti a realizar o acordo.
"A turma que está presa Lá na Papuda já tem alguns em desespero. Te antecipe, Paulo, não perca esse instrumento, porque se fizer delação de tudo que você sabe, na hora que você quiser fazer uma delação, não é mais fato novo. Aí acabou a tua oportunidade. "
Os demais depoentes não compareceram à reunião. Edson Cunha de Araújo foi desobrigado pelo ministro do Supremo Tribunal Federal André Mendonça e Cecílio Galvão alegou compromissos profissionais para não comparecer. Neste último caso, a presidência da CPMI requisitou a condução coercitiva, que deve acontecer na segunda-feira.
Da Rádio Senado, Douglas Castilho.








