26/02/2026 12:29 - Trabalho
Radioagência
Motta afirma que proposta que estabelece o fim da jornada 6X1 pode ser votada em maio no Plenário
O PRESIDENTE DA CÂMARA, HUGO MOTTA, AFIRMOU NESTA QUINTA-FEIRA QUE A PROPOSTA QUE ESTABELECE O FIM DA JORNADA 6X1 PODE SER VOTADA EM MAIO PELO PLENÁRIO. AS INFORMAÇÕES COM O REPÓRTER LUIZ GUSTAVO XAVIER.
O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou que a Proposta de Emenda à Constituição que vai analisar o fim da jornada de trabalho 6x1 poderá ser votada no Plenário em maio. Segundo o presidente, a matéria está sendo bem construída, com responsabilidade e avaliando os impactos da medida. De acordo com Motta, é viável a aprovação da proposta no Plenário.
Ele concedeu entrevista ao jornal Metropóles nesta quinta-feira (26).
O presidente negou que o fato de ter encaminhado a proposta para Comissão de Constituição e Justiça e, posteriormente, o tema seguir para a comissão especial, seja uma forma de tirar o protagonismo do governo sobre o assunto.
“Não é uma briga por protagonismo, não é uma briga de ego, mas, sim, o canal legislativo correto, para discutir uma matéria que tem a importância que tem, se medir os impactos, fazer a discussão da maneira correta e dando vez e voz a todos os impactados por essa decisão que o Congresso pode vir a tomar e a partir daí podemos ter a condição de avançar positivamente numa pauta que atende a larga maioria da população brasileira”
Motta também afirmou que, regimentalmente, precisa respeitar a ordem cronológica dos pedidos de Comissão Parlamentar de Inquérito, mesmo com a pressão para instalar uma CPI para investigar o caso do banco Master.
Motta disse que os órgãos de controle estão apurando o caso com a devida atenção e que o Supremo Tribunal Federal está cumprindo o seu papel.
“Houve um exagero da parte da mídia e no geral do papel que o ministro Tóffoli cumpriu. Ele atendeu esses pedidos e vinha conduzindo como sempre conduziu, com muito equilíbrio as suas decisões. Talvez o afã de se querer sangue, de se querer , atacar a conduta das pessoas acerca disso, na minha avaliação às vezes se sobrepõe àquilo que é razoável de se fazer. Acho também errado você mudar o escopo de CPIs que estava apresentado com um intuito para se querer fazer palanque eleitoral sobre outro assunto. CPI tem escopo, CPI tem fato determinado.”
Hugo Motta falou ainda sobre a proposta de anistia aos condenados pela tentativa de golpe de estado. Segundo ele, a discussão está encerrada e não há espaço na Câmara para que esse tema prossiga.
Para Motta, a pauta da anistia está superada desde a aprovação do texto da dosimetria. A lei que reduz penas pelo envolvimento no 08 de janeiro foi vetada pelo presidente Lula e ainda não há data para apreciação do veto pelo Congresso.
Da Rádio Câmara, de Brasília, Luiz Gustavo Xavier








