26/02/2026 13:57 - Ciência e Tecnologia
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AS TECNOLOGIAS DE INFORMAÇÃO E COMUNICAÇÃO PODEM SER ALIADAS DOS IDOSOS NA PROMOÇÃO DA QUALIDADE DE VIDA. POR ISSO, UMA PROPOSTA APROVADA PELA CÂMARA GARANTE QUE A POPULAÇÃO MAIS VELHA TENHA DIREITO A SE ATUALIZAR NESSAS FERRAMENTAS. ACOMPANHE A REPORTAGEM DE MARIA NEVES.
Aprovado na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara dos Deputados, projeto que assegura à pessoa idosa o direito à capacitação no uso de tecnologias da informação e comunicação pode seguir para o Senado. De autoria da deputada Flávia Morais (PDT-GO), a proposta insere no Estatuto da Pessoa Idosa o reconhecimento da importância do acesso às tecnologias digitais como forma preservação da saúde mental.
De acordo com Flávia Morais, as pesquisas enfatizam a importância da manutenção da saúde mental e da preservação da capacidade cognitiva nessa fase. E, segundo ela, o acesso a tecnologias de informação e comunicação surge como meio de integração e de aprendizado que pode compensar a perda de funções mentais.
“O poder público começa a ter a obrigação de criar políticas públicas para que esse idoso se qualifique, ali através do aplicativo, ele pode ter acesso ao banco, ele pode ter acesso a muitas informações, ele pode ter acesso visual com parentes e familiares à distância, a tratamentos de saúde, a informações. Então, com certeza, ele consegue ter uma rede de proteção, de atendimento, que dá a ele um conforto, e também a condição dele se sentir mais produtivo, dele estar interagindo mais, e com isso desacelera, muitas vezes, a perda cognitiva que esse idoso tenha ao longo do tempo.”
Ainda segundo Flávia Morais, a Organização Mundial de Saúde estima que o Brasil já ocupe a sexta posição no mundo em número de pessoas com mais de 60 anos. Diante disso, a deputada sustenta ser indispensável pensar em políticas que assegurem aos idosos condições de vida com qualidade, para que continuem com participação ativa na vida social.
Na comissão de Constituição e Justiça, a relatora, deputada Laura Carneiro (PSD-RJ), ressaltou que o projeto reforça a determinação constitucional sobre os deveres da família, da sociedade e do Estado de amparar as pessoas idosas. A relatora destacou que a Constituição assegura aos maiores de 60 anos participação na comunidade, com dignidade e bem-estar, como formas de manter uma vida digna.
Da Rádio Câmara, de Brasília, Maria Neves
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