20/01/2026 10:37 - Saúde
Radioagência
Comissão de Ciência e Tecnologia aprova projeto que cria programa para desenvolver tecnologia de ponta para reabilitação
A Comissão de Ciência e Tecnologia aprovou projeto (PL 2333/2024) que cria Programa Nacional de Reabilitação Tecnológica Avançada. O objetivo é promover pesquisa para desenvolver tecnologias de ponta para reabilitação física e neurológica; estabelecer parcerias entre universidades, centros de pesquisa e hospitais para desenvolver dispositivos e formas de reabilitação; implementar unidades de reabilitação tecnológica em hospitais públicos, centros de saúde e clínicas conveniadas; além de capacitar profissionais de saúde no uso de tecnologias avançadas para reabilitação no SUS, Sistema Único de Saúde.
O relator foi o deputado [[Doutor Zacharias Calil]], do União de Goiás, que explica os benefícios da aplicação de tecnologia em tratamentos.
1h58m46 “Por exemplo, você vai, um paciente tem um determinado trauma na perna, então nós vamos, de que maneira nós vamos tratar essa fratura? ‘Ah, nós temos um centro de tecnologia aqui, vamos fazer uma impressão 3D sobre essa fratura complexa’, por exemplo. Então você vai ter um protótipo antes da cirurgia, onde você vai analisar de que maneira você vai tratar o paciente.”
1h59m39 “Então a importância disso tudo é a inovação porque estamos evoluindo muito na medicina e nós temos que acompanhar.”
Segundo o texto, tecnologias de reabilitação incluem gameterapia para tratar lesões neurológicas, distúrbios emocionais, como depressão e fobias, e problemas de natureza articular; exoesqueletos robóticos para recuperação de movimentos; dispositivos de realidade virtual para reabilitação cognitiva e motora e programas de computador de Inteligência Artificial para personalizar tratamentos e acompanhar progressos.
As unidades de reabilitação tecnológica, de acordo com o texto, devem ser equipadas com as mais recentes tecnologias do mercado e oferecer atendimento interdisciplinar, realizar avaliações periódicas de eficiência dos tratamentos oferecidos e desenvolver programas individualizados de reabilitação, com base nas necessidades específicas de cada paciente.
O programa nacional seria coordenado pelo Ministério da Saúde, em colaboração com os ministérios da Ciência, Tecnologia e Inovação; e da Educação. O Ministério da Saúde seria o responsável pelo monitoramento da política pública.
O projeto ainda será analisado pelas comissões de Saúde; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania e não precisa ser examinado pelo plenário.
Da Rádio Câmara, de Brasília, Luiz Cláudio Canuto








