09/12/2025 22:52 - Política
Radioagência
Após desobstrução do Plenário, Hugo Motta classifica ocupação da Mesa por deputado como desrespeito à democracia
APÓS DESOBSTRUÇÃO DO PLENÁRIO, HUGO MOTTA CLASSIFICA OCUPAÇÃO DA MESA POR DEPUTADO COMO DESRESPEITO À DEMOCRACIA. O REPÓRTER MARCELLO LARCHER TEM AS INFORMAÇÕES.
O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), disse que o deputado Glauber Braga (Psol-RJ) desrespeitou a Casa e a democracia ao ocupar a cadeira de presidente, no Plenário. Glauber Braga se recusou a deixar a cadeira e foi retirado pela Polícia Legislativa, o que provocou a suspensão da sessão e grande debate no Plenário.
O presidente da Câmara disse que sua obrigação é proteger a democracia de gestos autoritários e classificou a atitude de Glauber Braga como intimidação disfarçada de ato político.
“A cadeira da presidência não pertence a mim, ela pertence à República, pertence à democracia, pertence ao povo brasileiro. E nenhum parlamentar está autorizado a transformá-la em instrumento de intimidação, espetáculo ou desordem. O extremismo testa a democracia todos os dias. Todos os dias a democracia precisa ser defendida. É isso que estou fazendo. É isso que continuarei a fazer. Porque nenhum deputado é maior do que esta casa.”
Glauber Braga justificou a atitude como protesto por ter sido pautada a votação do processo que pede a cassação de seu mandato por quebra de decoro parlamentar. Ele foi acusado pelo partido Novo de ter expulsado da Câmara, em abril do ano passado, com empurrões e chutes, um integrante do Movimento Brasil Livre. Glauber Braga alegou que o manifestante ofendeu sua mãe.
“Eu vou ficar aqui calmamente, com toda tranquilidade, exercendo o meu legítimo direito político de não aceitar como fato consumado uma anistia para um conjunto de golpistas, diminuição de pena para Bolsonaro de dois anos, mantendo os direitos políticos de Eduardo Bolsonaro e gerando, para mim, que fiz esse enfrentamento, oito anos de ineligibilidade. Ah, não é por mim, é por muita gente que está acompanhando essa sessão nesse momento e sabe que não é razoável essa ofensivas golpista que estão tentando impor.”
A ação para desobstruir a Mesa Diretora dividiu o Plenário, com criticas de deputados do PSol, do PT e do PDT, que tentaram evitar a retirada de Glauber Braga.
A deputada Adriana Ventura (Novo-SP) criticou a operação.
“Nada justifica o uso de força, nada justifica a agressão física, nada justifica a gente evacuar o plenário, tirar a imprensa, colocar policial, nada justifica fazer farofa e festa e lacração com imagens em rede social. Isso é vergonha para o Brasil, isso é vergonha para o Parlamento.”
O deputado Alberto Fraga (PL-DF) defendeu a ação da Polícia Legislativa.
“Os deputados, como representantes do povo brasileiro, atuam para promover o bem geral do povo brasileiro. A conduta do deputado Glauber, ao causar tumulto propositadamente para impedir a apreciação de uma matéria, constitui uma tentativa de embaraçar o livre exercício do poder.”
Hugo Motta afirmou que seguiu rigorosamente os protocolos de segurança e o Regimento Interno, e justificou a medida com base em ato da Mesa (Ato 145) que prevê que o ingresso, a circulação e a permanência nos edifícios da Câmara dos Deputados estão sujeitos a interrupção ou suspensão por questão de segurança.
Ele disse que determinou também a apuração de todo e qualquer excesso cometido contra a cobertura da imprensa.
Da Rádio Câmara, de Brasília, com informações de Antonio Vital, Marcello Larcher








