08/12/2025 12:55 -
Radioagência
Carlos Viana antecipa pontos do relatório da CMPI do INSS, que deve ser apresentado em fevereiro
PRESIDENTE DA CPMI DO INSS FAZ BALANÇO DE TRABALHOS E ANTECIPA QUE DEVE PEDIR PRORROGAÇÃO DAS INVESTIGAÇÕES NO ANO QUE VEM. UM RELATÓRIO PARCIAL DEVE SER APRESENTADO EM FEVEREIRO. QUEM INFORMA É A REPÓRTER MARIA NEVES.
Depois de mais de três meses em funcionamento, a comissão parlamentar que investiga fraudes no INSS encerrou os trabalhos deste ano com o depoimento de Américo Monte Júnior, presidente da Amar Brasil Clube de Benefícios. A associação é apontada como uma das instituições que realizaram descontos fraudulentos de aposentados e pensionistas do Instituto Nacional de Seguro Social.
De acordo com o presidente da comissão, senador Carlos Viana, do Podemos mineiro, o relator da CPMI, deputado Alfredo Gaspar (União-AL), deve apresentar um relatório preliminar já no início do próximo ano. No reinício das atividades, deputados e senadores também irão decidir sobre os próximos passos da investigação.
“Nós vamos fazer, em fevereiro, o primeiro balanço do relatório parcial. O relatório já está sendo trabalhando. Se nós entendemos que é necessário que a gente faça novas oitivas ou tente trazer determinados personagens, nós vamos voltar a conversar e colocar o requerimento em ordem.”
Carlos Viana já adiantou, inclusive, que deve apresentar um requerimento para prorrogar os trabalhos do grupo por mais dois meses. Inicialmente, o prazo previsto para encerramento das atividades é 28 de março.
Ao todo, a CPMI realizou 28 reuniões de trabalho desde o dia 20 de agosto, quando foi instalada. Em duas delas, houve apenas votação de requerimentos. Em todas as demais ocorreram depoimentos de possíveis envolvidos nas irregularidades no INSS.
Deputados e senadores interrogaram 26 testemunhas nesse período, entre elas dois ex-ministros da Previdência. Primeiramente, ouviram Carlos Lupi, que comandava o ministério quando as irregularidades vieram à tona. O outro foi Onyx Lorenzoni, ministro no governo de Jair Bolsonaro, entre 2019 e 2022, quando supostamente começaram os desvios de dinheiro de aposentados e pensionistas.
O presidente da CPMI, senador Carlos Viana, antecipou alguns pontos que devem constar no relatório final da comissão de inquérito.
“Compilamos em um único arquivo resultado de meses de trabalho. Esse arquivo mostra com clareza mais de 4.800 documentos oficiais analisados, 73 requerimentos de informação deferidos, 48 quebras de sigilo aprovadas, 108 empresas suspeitas identificadas, mais de 1 bilhão e R$ 200 milhões em movimentações incompatíveis e dezenas de milhões retirados dos aposentados todos os meses. Esse material será parte central do relatório final.”
O presidente da CPMI informou ainda que vai pedir ao Supremo Tribunal Federal a suspensão imediata de quase dois milhões de contratos de empréstimo consignado suspeitos de irregularidade. O senador disse considerar “um absurdo” que bancos cobrem juros de até 22% ao mês de aposentados e pensionistas, que não têm condições de pagar.
Da Rádio Câmara, de Brasília, Maria Neves








