19/11/2025 11:32 - Segurança
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PRESIDENTE DA CÂMARA CRITICA GOVERNO POR SE OPOR À VOTAÇÃO DO MARCO LEGAL CONTRA CRIME ORGANIZADO; GOVERNO ALEGA QUE PROPOSTA ENCAMINHADA PELO EXECUTIVO FOI MODIFICADA E PODE DIFICULTAR AÇÕES DA POLÍCIA FEDERAL. A REPORTAGEM É DE LUIZ GUSTAVO XAVIER.
O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), criticou a posição do governo de orientar contra a votação do projeto que cria o Marco Legal de Combate ao Crime Organizado. O texto foi aprovado pela Câmara com 370 votos a favor do texto do relator, 110 votos contrários e 3 abstenções.
Deputados da base governista afirmaram que o texto aprovado, apresentado pelo deputado Guilherme Derrite (PP-SP), vai dificultar as ações da Polícia Federal. Derrite se licenciou do comando da Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo para relatar a proposta.
Segundo o presidente Hugo Motta, o que a Câmara fez foi melhorar o projeto enviado pelo Executivo e endurecer penas e tipificar novos crimes. Ele concedeu uma entrevista à rádio CBN nesta quarta-feira (19).
“Quem cria essas narrativas é que não teve coragem de votar a favor da proposta, e que hoje tem que se justificar. Que votou contra tem que dar sua cara a tapa e explicar porque ficou contra a matéria. Não admitimos que falsas narrativas fossem criadas por quem não teve coragem de votar a favor da matéria.”
Para Hugo Motta, não se trata de derrotar o governo ou votar a favor do Planalto, mas sim aprovar uma pauta da sociedade. Ele afirmou que a escolha do relator, Guilherme Derrite, foi acertada pela experiência do parlamentar no combate ao crime organizado.
“Pudemos contribuir com essa proposta, construir um texto possível e viável, numa proposta eficiente no combate ao crime. Esquecendo essa polarização, a Câmara deu a resposta mais dura da história da Câmara no enfrentamento ao crime, foi aprovada por amplo apoio.”
Sobre outra proposta de combate ao crime, Motta reafirmou que pretende votar a chamada PEC da Segurança Pública ainda este ano. O presidente destacou que a previsão é que o texto seja aprovado na comissão especial até o dia 4 de dezembro e, depois dessa data, a proposta pode ser votada pelo Plenário. Como se trata de uma mudança na Constituição, o texto precisa ser votado pelos deputados em dois turnos.
Da Rádio Câmara, de Brasília, Luiz Gustavo Xavier
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