18/11/2025 15:52 - Economia
Radioagência
Turismo de base comunitária e Fundo da Caatinga pautam debate sobre Vale do Catimbau
TURISMO DE BASE COMUNITÁRIA E FUNDO DA CAATINGA PAUTAM DEBATE SOBRE VALE DO CATIMBAU. A REPÓRTER EMANUELLE BRASIL ACOMPANHOU.
Representantes do governo federal defenderam que o turismo e as políticas públicas voltadas ao desenvolvimento do Vale do Catimbau (PE) só terão impacto real com participação comunitária e respeito à identidade cultural da região.
Eles participaram de audiência pública organizada pela Comissão de Integração Nacional e Desenvolvimento Regional da Câmara dos Deputados para discutir modalidades de desenvolvimento sustentável na região.
Mesmo com elevado potencial turístico e ambiental, o Vale do Catimbau ainda enfrenta baixo desenvolvimento social. Municípios como Buíque, Ibimirim e Tupanatinga registram IDH entre 0,52 e 0,55, o que evidencia que a atividade turística ainda não se converteu em ganhos significativos de qualidade de vida para a população local.
Diante desse cenário, o representante do Ministério do Empreendedorismo, da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte (MEMP), Tadeu Alencar, destacou que projetos turísticos implantados na região não podem repetir modelos excludentes.
“Nós não podemos fazer um resort que não tenha nada a ver com a região, trazer turista que vem apenas visitar o Catimbau e não deixa nada para aquela população. A gente precisa de turismo de base comunitária, que valorize essa riqueza extraordinária sem desnaturar aquela riqueza.”
Na mesma linha, o representante da Secretaria de Ciência e Tecnologia para o Desenvolvimento Social (SEDES/MCTI),Vinícius Almeida, defendeu que qualquer iniciativa deve garantir inclusão produtiva e participação dos moradores:
“A verdadeira intervenção deve respeitar a realidade local."
O deputado federal Pedro Campos (PSB-PE), que solicitou a audiência, afirmou que a criação do Fundo da Caatinga avança na Câmara e poderá mobilizar cerca de R$ 100 milhões em recursos do BNDES e do Banco do Nordeste para ações de preservação e geração de renda. Ele acredita que os recursos poderão chegar ao Parque Nacional do Catimbau:
“Grande parte do trabalho de conservação passa pela conscientização. Quando fortalecemos o turismo ecológico, a criação de museus e o uso público do parque, nós também educamos a população sobre o valor da caatinga”.
O projeto que cria o Fundo da Caatinga (PL1990/24) foi aprovado com modificações nas comissões da Câmara, mas ainda precisa ser analisado pelo Plenário antes de voltar a ser analisado pelo Senado.
Da Rádio Câmara, de Brasília, Emanuelle Brasil.








