12/11/2025 16:46 - Meio Ambiente
Radioagência
Deputadas levam discussões de gênero e clima à COP30
DEPUTADAS LEVAM DISCUSSÕES DE GÊNERO E CLIMA À COP30. O REPÓRTER JOSÉ CARLOS OLIVEIRA ESTÁ ACOMPANHANDO A PARTICIPAÇÃO DA CÂMARA NA CONFERÊNCIA.
Deputadas apresentaram à Conferência da ONU sobre Mudança do Clima o impacto do aquecimento do planeta sobre as mulheres e defenderam o protagonismo feminino no enfrentamento da crise climática. A coordenadora da Bancada Feminina da Câmara, deputada Jack Rocha (PT-ES), resume a atuação das parlamentares durante a COP30, em Belém.
“A Secretaria de Mulheres na Câmara dos Deputados e Deputadas está aqui na COP30 representando a nossa bancada. Falando das iniciativas legislativas que trazem a transição justa e as mudanças climáticas sob olhar da perspectiva das mulheres. Além disso, a gente falou da importância do financiamento climático. É um recado para o mundo. Só haverá a transição justa com a participação das mulheres.”
Na chamada Zona Azul da COP30, a Secretaria de Mulheres da Câmara promoveu o debate “Cidades que cuidam”, mostrando ações das mulheres parlamentares em prol da adaptação das cidades à sucessão de eventos climáticos extremos. Parlamentar constituinte e agora no quinto mandato como deputada federal, Benedita da Silva (PT-RJ) foi uma das palestrantes.
“Temos também nossas lutas que são travadas desde os territórios urbanos até os territórios rurais.”
A deputada Tabata Amaral (PSB-SP) discursou no painel “Do local ao global: fortalecendo o papel dos governos subnacionais na governança climática”. Tábata citou a lei (14.904/24) com diretrizes para a elaboração de planos de adaptação à mudança do clima, que está valendo desde junho do ano passado, e sua nova proposta (PL 4553/25) sobre o tema, incluída na lista de prioridades da Frente Parlamentar Ambientalista para votação no Plenário da Câmara.
“Nós temos uma lei de minha autoria que está sendo implementada para que as cidades, os estados e o Brasil tenham um plano de adaptação. Estou batalhando agora por um outro projeto, que é o projeto do InfoClima: a condensação de 53 indicadores, dados climáticos, territoriais, socioambientais para que os nossos gestores em todos os níveis tenham os dados, tenham os planos e a gente tenha uma governança que nos permita avançar muito mais rápido.”
Já na Zona Verde da COP30, a deputada Juliana Cardoso (PT-SP) participou do painel “Cidades inclusivas e justas: o gênero como eixo da ação climática local”, promovido pela Associação Brasileira de Municípios. Juliana pediu pressão da sociedade civil para ajudar as parlamentares a superar a baixa representatividade nos espaços de poder.
“Somos muito poucas mulheres feministas de luta do movimento social que estão o tempo todo guerreando naqueles espaços, mas é importante a gente estar presente. Portanto, não desistiremos da política. Mas são os movimentos sociais populares e as comunidades que fazem de verdade acontecer uma política justa nessa crise climática e ambiental.”
A presidente da Comissão em Defesa dos Direitos da Mulher, deputada Célia Xakriabá (Psol-MG), divulgou sua proposta internacional de combate simultâneo às mudanças climáticas e à violência contra as mulheres.
“Estamos com esse projeto ‘Sem Mulher Não Tem Clima’ para mapeamento e monitoramento de violência em consequência da crise climática, já demonstrada no relatório da ONU. Os parlamentares federais, estaduais, vereadoras protocolaram em vários lugares do país e parlamentares da Colômbia, do Equador, já são vários países protocolando o mesmo projeto.”
Ao longo da semana, a COP30 tem outros painéis com foco em gênero, clima e poder.
Da Rádio Câmara, de Brasília, José Carlos Oliveira








