29/10/2025 21:01 -
Radioagência
Deputados acusam governo do Rio de promover chacina em operação policial
DEPUTADOS ACUSAM GOVERNO DO RIO DE PROMOVER CHACINA EM OPERAÇÃO POLICIAL. O REPÓRTER MARCELLO LARCHER ACOMPANHOU O DEBATE EM TORNO DO TEMA.
Deputados das federações partidárias PSOL-REDE E PT-PCdoB-PV acusaram em entrevistas e no plenário da Câmara o governo do Rio de Janeiro de promover uma chacina em operação policial na periferia da capital fluminense. Mas parlamentares de oposição defenderam a ação contra a facção criminosa Comando Vermelho, e querem a aprovação de propostas com mudanças na segurança pública.
O presidente da Comissão de Direitos Humanos, deputado Reimont (PT-RJ), lamentou a quantidade de mortos, que pode chegar a 132 pessoas.
"E o que aconteceu no Rio de Janeiro, nós estamos caracterizando como uma chacina continuada, porque não é a primeira chacina e nós, defensores e defensoras de direitos humanos, nós repudiamos toda a facção criminosa, lutamos contra as facções criminosas, mas nós não podemos também deixar de relatar aqueles atentados que são a violência de Estado que acomete sobre o povo do Estado do Rio de Janeiro."
A líder da federação PSOL-REDE, deputada Talíria Petrone (Psol-RJ), disse que falta planejamento nas operações policiais contra o crime organizado e que o governo fluminense vem promovendo intencionalmente um banho de sangue.
"Nós estamos solidários com todas as famílias devastadas pela operação policial, que na verdade é uma chacina, que é a mais letal da história do nosso país. Precisa haver uma força-tarefa para enfrentar essas organizações criminosas que aterrorizam a população do Rio de Janeiro. Mas também é verdade que o que tem sido feito para enfrentar essas organizações criminosas é um bando de sangue."
O deputado General Pazuello (PL-RJ), mesmo partido do governador Cláudio Castro, disse que a operação policial foi necessária para enfrentar a força do crime organizado.
"Era inevitável que isso acontecesse, porque as facções narcoterroristas que estão hoje no Rio de Janeiro, várias delas, Comando Vermelho, Terceiro Comando, milícias, narcomilícias, elas ocupam o território, boa parte do território do Rio de Janeiro hoje é dominado por essas facções, fazem com que as pessoas sejam subjugadas a elas."
O secretário de Segurança Pública de São Paulo, Guilherme Derrite, que é deputado licenciado do PL, disse que vai reassumir o mandato para relatar na Câmara o projeto de lei (PL 1283/25) que equipara as facções criminosas a organizações terroristas.
"O projeto classifica algumas facções de organizações criminosas como ações terroristas. A Casa e o Congresso Nacional têm uma oportunidade ímpar de apresentar uma medida legislativa e dentro do ordenamento jurídico, uma classificação muito mais robusta pra essas organizações criminosas que, como nós vimos ontem, algo que eu não me recordo de ter visto, utilização de drones soltando granadas em efetivos das forças policiais".
Os deputados da Comissão de Direitos Humanos devem visitar o Complexo do Alemão, comunidade onde ocorreu o conflito. Os parlamentares ainda devem ir ao Instituto Médico Legal e se reunirão com a Defensoria Pública do Rio de Janeiro e a Procuradoria-Geral de Justiça no estado.
Da Rádio Câmara, de Brasília, com informações de Dourivan Lima, Marcello Larcher








