23/10/2025 13:55 - Direito e Justiça
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ESPOSA DE EX-PROCURADOR-GERAL DO INSS, THAISA HOFFMANN JONASSON, FICA EM SILÊNCIO NA CPMI DO INSS. A REPÓRTER NOÉLI NOBRE ACOMPANHOU E TEM OS DETALHES.
A empresária e médica Thaisa Hoffmann Jonasson, esposa do ex-procurador-geral do INSS Virgílio Antônio Ribeiro de Oliveira Filho, compareceu (nesta quinta-feira, 23) à CPMI do INSS, mas optou por permanecer em silêncio durante a maior parte do depoimento.
Amparada por um habeas corpus concedido pelo Supremo Tribunal Federal, Thaisa usou o direito de não responder a perguntas que pudessem levar à autoincriminação. Sua advogada, Izabella Hernandez Borges, esclareceu que Thaisa não faria o compromisso de dizer a verdade por figurar como investigada, inclusive tendo tido um pedido de prisão preventiva.
Em sua declaração inicial, Thaisa Hoffmann Jonasson afirmou que jamais esteve envolvida em qualquer prática ilícita.
“Minha trajetória sempre foi pautada pela ética, pelo respeito e pelo compromisso com o bem-estar das pessoas."
Thaisa foi chamada na CPMI para esclarecer a engenharia financeira e societária do esquema de descontos irregulares nos benefícios de aposentados. As apurações indicam que o ex-procurador-geral, Virgílio Antônio Ribeiro de Oliveira Filho — afastado do cargo em abril após determinação judicial — recebeu R$ 11,9 milhões por meio de empresas e de contas bancárias de sua esposa, Thaisa, provenientes de empresas relacionadas às associações investigadas.
O relator da CPMI, deputado Alfredo Gaspar (União-AL), questionou Thaisa sobre a fundação de suas empresas, seu sobrenome e sua renda e pediu detalhes sobre a origem do dinheiro usado para comprar um imóvel de luxo em Balneário Camboriú, Santa Catarina.
“Queria muito que a senhora desmentisse que esses R$ 28 milhões saíram da mesa de um sofrido aposentado ou pensionista, do remédio que ele deixou de comprar, da miséria que foi causada.”
Para Alfredo Gaspar, o silêncio da depoente joga fora seu histórico profissional. A empresária, por sua vez, defendeu a legalidade de seu trabalho, mas reiterou a orientação legal para o silêncio. Ela disse que a verdade vai aparecer e que documentos comprobatórios serão fornecidos por sua defesa nos autos e não no ambiente da CPMI, que considerou hostil.
Da Rádio Câmara, de Brasília, Noéli Nobre
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