22/10/2025 15:28 - Meio Ambiente
Radioagência
Participação indígena será histórica na COP30, defende ministra
A ministra dos Povos Indígenas, Sônia Guajajara, afirmou (21), em debate na Comissão de Meio Ambiente da Câmara dos Deputados, que a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas, a COP30, no Brasil, deverá ficar marcada pela “maior e melhor” participação indígena na história das negociações sobre o clima.
Segundo ela, além da preparação de lideranças brasileiras para o encontro, o acampamento “Aldeia COP” permitirá a participação de 3.000 indígenas durante o evento. O Brasil também negocia a manutenção desses espaços para populações originárias e tradicionais nas próximas edições da conferência, de acordo com Sônia Guajajara.
“Temos temas centrais que são globais. Quando a gente traz o tema de reconhecimento do território indígena, o reconhecimento das florestas, que temos que manter a floresta em pé. A gente traz esse debate a partir do Brasil, mas entendendo que é uma demanda não só nossa. É de outros povos também, de outras partes.”
A líder indígena Sineia do Vale, do povo wapichana, reforçou a preparação das lideranças para a COP30.
“Nós teremos lideranças indígenas preparados para todos os temas da COP que serão tratados.”
A Conferência do Clima da ONU ocorrerá entre os dias 10 e 21 de novembro, em Belém, no Pará. O encontro vai tratar de temas como transição energética e combate aos efeitos das mudanças climáticas.
Para o coordenador-geral das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira, Elcio Manchineri, uma das questões centrais é a defesa de veto a projetos de exploração de petróleo e minerais em territórios indígenas.
“A transição justa só será alcançada com o veto à exploração de combustível fóssil e minerais no interior de territórios indígenas.”
O coordenador do Núcleo de Florestas para a COP30, Marco Túlio Cabral, destacou que uma das propostas do Brasil é a criação do Fundo Florestas Tropicais para Sempre (TFFF, na sigla em inglês). O fundo será abastecido com recursos dos diferentes países. E a ideia é que 20% dele sejam destinados ao financiamento direto a povos indígenas e comunidades tradicionais.
A audiência pública na Comissão de Meio Ambiente foi presidida pela deputada Dilvanda Faro (PT-PA) e contou também com a participação do coordenador da Frente Parlamentar Ambientalista, deputado Nilto Tatto (PT-SP).
Da Rádio Câmara, de Brasília, com informações de Ralph Machado, Ana Raquel Macedo








