08/10/2025 17:14 - Direitos Humanos
Radioagência
Especialistas apontam tecnologia como aliada ao bem-estar de idosos
ESPECIALISTAS APONTAM QUE A TECNOLOGIA PODE SER UTILIZADA COMO FERRAMENTA PARA O BEM-ESTAR NA TERCEIRA IDADE. SAIBA MAIS COM MURILO SOUZA
A médica geriatra Alessandra Tieppo disse (nesta quarta-feira (8), em audiência pública na Câmara dos Deputados, que a tecnologia deve ser uma ponte e não uma barreira para a autonomia e a qualidade de vida de pessoas idosas. Ela participou de debate sobre tecnologia e inovação no envelhecimento, realizado pela Comissão de Defesa dos Direitos da Pessoa Idosa.
Para a geriatra, a tecnologia deve ser vista como uma aliada, especialmente diante do envelhecimento acelerado da população no Brasil.
Alessandra Tieppo: “O que a gente quer é que nossos idosos tenham autonomia e independência. Autonomia é o seu poder de decisão, independência é o seu poder de execução. E assim, contribuir tanto na sociedade e serem vistos como participativos da sociedade.”
Alessandra ressaltou ainda a importância de integrar soluções tecnológicas às políticas públicas, garantindo acesso equitativo e focando na prevenção de doenças, continuidade dos cuidados e segurança dos idosos.
Alessandra Tieppo: “Então a gente fala das casas inteligentes, de dispositivos com comando de voz para abrir uma janela, fechar uma cortina, alertas de emergência, pequenos dispositivos que identificam cheiro de gás, que o fogão não foi desligado. Isso vai reduzir riscos e vai promover independência desse paciente também”.
O debate, proposto pelos deputados [[Luiz Couto]] (PT-PB), [[Geraldo Resende]] (PSDB-MS), [[Alexandre Lindenmeyer]] (PT-RS) e [[Maria do Rosário]] (PT-RS), contou com a participação de representantes do Ministério da Saúde, da Secretaria Nacional dos Direitos da Pessoa Idosa e do Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação.
Adalia da Costa, assessora técnica do Ministério da Saúde, ampliou o conceito de tecnologia para o bem-estar do idoso, que, segundo ela, não se limita a celulares e inclui medicamentos inovadores e prontuários eletrônicos. Ela notou que a pandemia impulsionou o uso de aplicativos de saúde, mas ressaltou a persistência de barreiras para os idosos, como a desconfiança digital.
Representando a Secretaria Nacional dos Direitos da Pessoa Idosa, Paula de Oliveira lembrou que o envelhecimento é um direito previsto no Estatuto do Idoso. Ela destacou a projeção de que cerca de 40% da população brasileira será idosa em 2070 e defendeu que as políticas públicas levem em conta fatores que podem indicar vulnerabilidade e discriminação na população idosa, como raça, gênero e situação social.
Da Rádio Câmara, de Brasília, Murilo Souza.








