01/10/2025 18:40 - Economia
Radioagência
Prestes a deixar o governo, ministro Celso Sabino afirma que turismo tem “o melhor momento da história”
PRESTES A DEIXAR O GOVERNO, MINISTRO CELSO SABINO AFIRMA QUE TURISMO TEM “O MELHOR MOMENTO DA HISTÓRIA”. O REPÓRTER JOSÉ CARLOS OLIVEIRA ACOMPANHOU O ENCONTRO COM DEPUTADOS.
Ás vésperas de entregar o cargo de ministro do Turismo, Celso Sabino fez balanço positivo da sua gestão durante audiência na Câmara dos Deputados (em 10/10) e projetou novos recordes para o setor. Depois de fechar 2024 com 6,7 milhões de turistas estrangeiros, o Brasil já contabiliza mais de 7 milhões neste ano, com dados até setembro.
“O Brasil vive hoje o melhor momento que o setor do turismo já viveu em toda a sua história. Nós viramos a chave, alcançando esse ano a marca de mais de 10 milhões de turistas estrangeiros (até o fim do ano). O desafio no ano que vem vai ser superar 10 milhões de turistas estrangeiros e buscar alcançar 11, 12, 13 milhões”.
Na Comissão de Turismo da Câmara, Sabino destacou os mais de R$ 2 bilhões de investimentos no setor por meio do Fundo Geral de Turismo (FUNGETUR) nos últimos dois anos e meio. Entre os pontos altos de sua gestão no ministério, citou a criação da Escola Nacional do Turismo, já com 30 mil alunos em cursos de capacitação e qualificação profissional; o Programa Brasil Realiza, com financiamento de pacotes de turismo em até 60 parcelas; e o Programa de Aceleração do Turismo Internacional (PATI), que, segundo Celso Sabino, já garantiu ampliação de 18% no número de assentos nas aeronaves que trazem turistas para o Brasil.
“Segundo a ONU Turismo, o Brasil foi o segundo país do mundo que mais cresceu no turismo esse ano. Isso vai colocar o Brasil pela primeira vez na história em quarto lugar entre as potências do turismo nas Américas: no começo do ano que vem, só (estará) atrás de Estados Unidos, Canadá e México. Hoje o setor emprega quase 8 milhões de brasileiros em todo o país”.
O ministro agradeceu o Congresso Nacional pela aprovação de várias propostas que ajudam a alavancar o setor, sobretudo a nova Lei Geral do Turismo (14.978/24), em vigor há um ano e, segundo ele, responsável por segurança jurídica e estabilidade econômica na área.
Deputado federal pelo União Brasil do Pará, Sabino se licenciou do mandato parlamentar para assumir o ministério em agosto de 2023 em substituição à ex-ministra Daniela Carneiro. Em setembro, no entanto, o partido decidiu deixar o governo Lula e obrigou seus membros a pedir demissão. No caso de Sabino, a saída do Ministério do Turismo deve ocorrer nesta semana, após visita de Lula a Belém para vistoriar as obras da COP 30. Durante a audiência na Câmara, a gestão foi elogiada inclusive por parlamentares de oposição, entre eles o presidente da comissão, deputado Marcelo Álvaro Antônio (PL-MG), ex-ministro da pasta no governo Bolsonaro.
“Vários recordes já foram quebrados através dessa gestão que tem realmente sido um diferencial e um divisor de águas na história do turismo brasileiro”.
O tema principal da audiência era o turismo religioso, que já movimenta milhões de fiéis em eventos católicos – como o Círio de Nazaré, no Pará, e as peregrinações à Catedral de Aparecida, em São Paulo – e evangélicos, como a Marcha para Jesus. O reitor do Cristo Redentor, Padre Omar Raposo, defendeu a mudança do conceito para “turismo plurirreligioso”.
“Isso certamente tem que ser identificado como um avanço, porque a gente não pode deixar de fora as religiões de matriz africana com todo o seu legado. Já temos os Museus do Holocausto sendo construídos em vários lugares e nós temos outras experiências não só ecumênicas, mas interreligiosas, que se integram com importantes roteiros”.
O Cristo Redentor, por exemplo, fica dentro do Parque Nacional da Tijuca, é uma das sete novas maravilhas do mundo e tem visitação que responde por R$ 1,4 bilhão no PIB e R$ 300 milhões em tributos por ano para o estado do Rio de Janeiro, segundo estudo da Fundação Getúlio Vargas. Organizadora da audiência, a deputada Simone Marquetto (MDB-SP) que incentivar políticas públicas para o setor.
Da Rádio Câmara, de Brasília, José Carlos Oliveira








