01/10/2025 09:55 - Energia
Radioagência
Audiência debate necessidade de armazenamento de energias renováveis
DEPUTADOS E ESPECIALISTAS DEBATEM NECESSIDADE DE UM MARCO REGULATÓRIO PARA ARMAZENAMENTO DE ENERGIAS RENOVÁVEIS. A AUDIÊNCIA PÚBLICA FOI ORGANIZADA PELA COMISSÃO DE MINAS E ENERGIA DA CÂMARA, COMO INFORMA A REPÓRTER SILVIA MUGNATTO.
Alguns participantes de audiência pública na Comissão de Minas e Energia sugeriram a elaboração de um marco regulatório sobre armazenamento de energia e incentivos para a importação de baterias.
A ideia é reduzir a necessidade de cortes na geração de energia por excesso de geração eólica e solar. Isso tem sido feito pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico para dar estabilidade ao sistema durante o dia.
A comissão debateu o Plano Decenal de Expansão de Energia para 2034 elaborado pela Empresa de Pesquisa Energética, vinculada ao Ministério de Minas e Energia. O plano espera investimentos de R$ 3,2 trilhões em dez anos.
De acordo com os debatedores, o Brasil precisa de aumento de capacidade para atender demandas como a implantação de datacenters e a produção de hidrogênio verde.
Para Paulo Domingues, da Associação Brasileira das Empresas Geradoras de Energia Elétrica, o problema é que, apesar do plano apontar para 85% de energia renovável, a energia hidrelétrica, que seria mais segura por não ser intermitente, está com queda de participação. Em 2004, ela era de 83% e para 2034 deve cair para 39%. O PDE, segundo ele, contempla apenas duas novas hidrelétricas e a repotencialização de antigas.
Isabella Sene, da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica, destacou que o plano prevê que boa parte da geração termelétrica a gás poderia ser substituída por energias renováveis com baterias. Mas ela afirmou que é necessário reduzir o imposto de importação das baterias.
Para o deputado General Pazuello (PL-RJ), que solicitou a audiência, o custo de uma política de incentivos tem que ser equilibrado para não prejudicar todos os consumidores:
“Uma parte dessa responsabilidade é, obviamente, da política pública que incentivou. E a outra parte também tem que ser de quem produz. E esse é o jogo que tem que ser calculado.”
John Forman, conselheiro do Instituto de Petróleo, Gás e Energia, disse que o planejamento não pode considerar apenas o menor custo para atender a demanda, mas o menor preço:
“O custo dessas linhas de transmissão e o custo da infraestrutura para dar segurança e confiabilidade ao sistema não são considerados no custo de geração da energia eólica ou solar. No entanto, o preço a ser pago por essa energia terá que cobrir também os custos envolvidos em transmissão e na infraestrutura, o que não acontece hoje”
Os participantes explicaram que toda esta discussão será feita durante a votação da medida provisória 1.304 (25), que trata de encargos da conta de luz.
Da Rádio Câmara, de Brasília, Silvia Mugnatto








