26/09/2025 17:00 - Ciência e Tecnologia
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Centro Cultural Câmara dos Deputados promove a exposição “No Meio do Caminho Tinha um Meteorito”
CENTRO CULTURAL CÂMARA DOS DEPUTADOS PROMOVE A EXPOSIÇÃO “NO MEIO DO CAMINHO TINHA UM METEORITO”. A REPÓRTER ISADORA MARINHO VISITOU E ESPAÇO E NOS CONTA COMO ESTÁ.
A Câmara dos Deputados está promovendo a exposição “No Meio do Caminho Tinha um Meteorito”, uma mostra que reúne mais de trinta objetos, entre meteoritos e seus derivados. Ela ficará aberta à visitação até o dia 2 de novembro, de segunda a sexta-feira, das 9h às 17h. A entrada é gratuita e a exposição está localizada na entrada do Salão Negro, principal via de acesso para a visitação do Congresso Nacional.
A mostra é organizada pelo Centro Cultural Câmara dos Deputados, e a curadoria é da geóloga Elisa Soares Rocha Barbosa, presidente da Sociedade Brasileira de Geologia, a SBG, e da astrônoma especialista em meteoritos Maria Elizabeth Zucolotto.
Eliza Soares ressaltou que a exposição é uma forma de democratizar o conhecimento sobre o tema:
“Os meteoritos, os estudos a cerca deles, fornecem informações sobre a origem do sistema solar, a origem do nosso planeta. É uma maneira da gente acessar porções do planeta que a gente não consegue e ao mesmo tempo, eles têm valor cultural e valor econômico.”
A exposição comemora os 80 anos da Sociedade Brasileira de Geologia e foi idealizada por membros do Grupo de Trabalho sobre meteoritos da SBG, com o propósito de aproximar o público do conhecimento sobre fragmentos espaciais.
Meteoritos são partes de corpos rochosos e/ou metálicos do Sistema Solar - como asteroides, a Lua, Marte ou cometas – que viajam pelo espaço e, ao cruzarem a atmosfera da Terra, resistem ao calor da entrada e chegam à superfície terrestre.
Eles recebem o nome do local onde foram encontrados. Se muitos são encontrados numa mesma região, o nome é seguido de números.
Museóloga da Câmara dos Deputados e produtora da exposição, Luciana Scanapieco explicou um pouco sobre o processo pelo qual e exposição teve que passar para chegar ao Salão Negro:
“Essa exposição é muito importante porque ela veio até nós através do edital. A Sociedade Brasileira de Geologia fez uma proposta, se inscreveu no edital de exposições da Câmara e foi selecionada. Então aqui nós temos cerca de 30 meteoritos e também alguns outros objetos derivados dos meteoritos.”
A exposição apresenta alguns dos principais meteoritos brasileiros, em especial o Sanclerlândia, com 267 kg, acervo do Museu de Geociências da Universidade de Brasília; uma amostra do Bendegó, o maior meteorito do Brasil, que sobreviveu ao incêndio do Museu Nacional no Rio de Janeiro; e o Santa Filomena, que desencadeou uma corrida de pesquisadores e colecionadores ao sertão de Pernambuco e motivou a apresentação do projeto de lei (PL 4471/20) que propõe definir as regras de propriedade e registro de meteoritos que atingem o solo do país, regulamentando esses patrimônios geológicos.
O Primeiro Secretário da Câmara, deputado Carlos Veras (PT-PE) defendeu a proposta:
“Ganha quem encontra, ganha a universidade, ganha a ciência, ganha o país, ganha a cultura. Por isso que é muito importante que a gente possa fazer com que esse projeto possa avançar. E a população poder tomar conhecimento, poder chegar próximo também dessa realidade do nosso país, um momento importante de conhecimento para toda a população.”
Além dos meteoritos, objetos derivados do material que os compõe estão sendo exibidos na mostra, como a adaga Keris e o vidro da Líbia, criado a partir do calor de um impacto de meteorito nas areias do deserto e dez painéis com informações textuais e gráficas sobre a origem, a composição e a classificação dos meteoritos e das crateras de impactos. Num painel interativo, os visitantes poderão tocar em meteoritos provenientes da Lua, de Marte e de asteroides.
Voltada para todos os públicos, a exposição busca também enfatizar a importância de uma legislação e fomento para a pesquisa na área. A mostra “No Meio do Caminho Tinha um Meteorito” vai até o dia 2 de novembro na Câmara dos Deputados.
Da Rádio Câmara, de Brasília, Isadora Marinho.








