24/09/2025 20:47 - Política
Radioagência
Carla Zambelli diz à Comissão de Constituição e Justiça que espera deixar presídio em breve na Itália
CARLA ZAMBELLI DIZ À COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO E JUSTIÇA QUE ESPERA DEIXAR PRESÍDIO EM BREVE NA ITÁLIA. O REPÓRTER MARCELLO LARCHER OUVIU O DEPOIMENTO DA DEPUTADA NO PROCESSO QUE DEFINIRÁ SUA CASSAÇÃO.
A deputada licenciada Carla Zambelli (PL-SP) afirmou que espera ser libertada em breve na Itália. Ela prestou depoimento à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados em defesa na Representação da Mesa Diretora, apresentada após condenação criminal pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
“Em pouco tempo não vou estar mais dentro de um presídio, vou estar solta, porque o processo foi todo injusto, do começo até o final, e espero que consiga provar isso aqui também na CCJ e para o Plenário todo, meus colegas”.
Hoje detida na Itália, ela aguarda a análise de pedido de extradição pela Justiça local.
Segundo ela, autoridades italianas foram surpreendidas por detalhes do processo no STF.
“Quando a gente falou sobre isso aqui, na primeira audiência que a gente teve do processo aqui, eles riram, porque eles falaram, não, não existe, e é o mesmo juiz, eles não dizem aqui que é ministro, eles chamam o Alexandre de Moraes de juiz, que é o que ele é, o mesmo juiz ter sido a vítima do processo sido o acusador do processo, o julgador do processo o relator do processo.”
Entre as irregularidades, Carla Zambelli alegou que só houve um grau de jurisdição; que recursos da defesa não foram aceitos, e que sua prisão preventiva não existe para deputados, apenas existe prisão em caso de flagrante delito inafiançável.
A deputada licenciada e o hacker Walter Delgatti Neto foram condenados em agosto deste ano pela invasão de sistema eletrônico do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) para a inserção de um falso mandado de prisão contra Moraes.
Carla Zambelli ainda acabou condenada pelo STF à perda do mandato, decisão já transitada em julgado, ou seja, que é definitiva. Essa é uma das hipóteses para perda do mandato parlamentar. Assim, após o exame da CCJ, o caso seguirá ao Plenário.
No depoimento, ela citou o ex-deputado Daniel Silveira (RJ), condenado em 2022 por crimes de ameaça ao Estado Democrático de Direito e coação, para apontar uma “sanha persecutória” do STF em processos criminais contra parlamentares.
O presidente da CCJ, deputado Paulo Azi (União-BA), informou ao colegiado que reiterou ao ministro Alexandre de Moraes o pedido para a derrubada do sigilo de todo o processo no STF contra a deputada Carla Zambelli (Ação Penal 2428).
A CCJ já ouviu o hacker Walter Delgatti Neto, que reiterou acusações à deputada. Em favor da parlamentar, falaram o especialista em provas digitais Michel Spiero e o ex-assessor do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) Eduardo Tagliaferro.
Durante o depoimento, em resposta ao relator da Representação 2/25, deputado Diego Garcia (Republicanos-PR), Carla Zambelli negou as acusações de Delgatti Netto, especialmente quanto a contatos frequentes entre ambos.
Da Rádio Câmara, de Brasília, com informações de Ralph Machado, Marcello Larcher








