23/09/2025 19:54 - Comunicação
Radioagência
Grupo recebe sugestões para minimizar impacto de ambiente digital sobre crianças
GRUPO RECEBE SUGESTÕES PARA MINIMIZAR IMPACTO DE AMBIENTE DIGITAL SOBRE CRIANÇAS. A REPÓRTER NOELI NOBRE ACOMPANHOU A REUNIÃO NA CÂMARA DOS DEPUTADOS.
O Grupo de Trabalho sobre Proteção de Crianças e Adolescentes em Ambiente Digital da Câmara dos Deputados recebeu de especialistas sugestões para minimizar o impacto do ambiente digital em crianças e adolescentes.
Algumas das sugestões foram:
- educação para ajudar crianças a distinguir realidade de fantasia no mundo digital;
- fortalecimento das políticas sociais e aprimoramento dos canais de denúncia;
- criação de espaços seguros para discutir os desafios online.
Para Karina Figueiredo, do Comitê Nacional de Enfrentamento à Violência Sexual contra Crianças e Adolescentes, o Brasil precisa investir em prevenção, para além do atendimento às vítimas e da responsabilização de quem violenta.
Karina recomendou ainda um olhar especial para as crianças de baixa renda, que acabam passando mais tempo no celular do que crianças de classes mais altas. Na audiência, Karina contou o que ouve das mães dessas crianças.
“Pra mim é melhor meu filho estar em casa no celular, enquanto eu estou trabalhando como faxineira, do que estar na rua sendo capitaneado pelo tráfico, pela violência. A mãe entende que isso é uma proteção do filho, do filho se incluir em uma sociedade que é pautada pelo consumo.”
Paula Alegria, da Plan International Brasil, destacou a importância de soluções baseadas na comunidade. Ela trouxe para a audiência falas e reivindicações de crianças e adolescentes ouvidos pela organização.
“Uma das saídas poderia ser criar espaços seguros nas escolas e na comunidade onde se sintam confortáveis para discutir experiências, preocupações e desafios online.”
As deputadas Antônia Lúcia (Republicanos-AC) e Delegada Ione (Avante-MG) sugeriram a criação de uma delegacia especializada na proteção das crianças e adolescentes no ambiente digital. A coordenadora do grupo de trabalho, deputada Rogéria Santos (Republicanos-BA), no entanto, argumentou que talvez as delegacias da criança e do adolescente possam ser aperfeiçoadas.
“Já existem as especializadas, mas ainda não existe a questão do ambiente digital. O esforço é menor do que criar uma delegacia separada da que já existe.”
Mayara Silva de Souza, da Secretaria Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente, observou que, embora o Brasil tenha uma legislação avançada para a proteção de crianças e adolescentes, ainda há um alto número de denúncias. Ela destacou, por outro lado, a importância do Disque 100, como canal para denúncias de violações de direitos humanos.
Da Rádio Câmara, de Brasília, Noéli Nobre








