23/09/2025 16:01 -
Radioagência
Especialistas reforçaram a importância do diagnóstico precoce para a doença de Alzheimer
ESPECIALISTAS REFORÇARAM NA CÂMARA DOS DEPUTADOS A IMPORTÂNCIA DO DIAGNÓSTICO PRECOCE PARA A DOENÇA DE ALZHEIMER. A REPÓRTER ISADORA MARINHO ACOMPANHOU DEBATE SOBRE O TEMA COM DEPUTADOS.
Em audiência pública, realizada pela Comissão de Direitos Humanos sobre a conscientização da doença de Alzheimer, especialistas reforçaram a importância do diagnóstico precoce, do apoio multidisciplinar e da prevenção, incluindo ações voltadas à educação, atividade física e qualidade de vida dos idosos.
De acordo com dados do Renade, o Relatório Nacional sobre a Demência no Brasil, estima-se que há cerca de 2 milhões de pessoas vivendo com algum tipo de demência, aproximadamente 1,2 milhão dessas pessoas têm o Alzheimer e 100 mil novos casos da doença são diagnosticados por ano.
Presidente da ABRAz, a Associação Brasileira de Alzheimer, no Distrito Federal e professora da Universidade de Brasília, Juliana Martins afirmou que o problema não deve ser debatido apenas na esfera da saúde:
“Quando a gente fala de demência, a gente fala de pobreza, de precariedade, de condições de vida. Portanto não é um tema só do Ministério da Saúde, não é um tema só da área da saúde, é um tema inter-setorial que envolve desenvolvimento social.”
A coordenadora geral de atenção especializada do Ministério da Saúde, Renata De Paula Rocha, disse que por ser uma doença que não tem cura, é preciso focar no diagnóstico precoce, identificação dos fatores de risco, para intervenção e retardar a progressão da doença.
Ela apontou que a atenção primária, especializada e hospitalar têm dificuldade de se comunicar entre si e que o ministério está trabalhando para resolver isso.
“O apoio multidisciplinar ao paciente e à família, capacitação profissional, o reforço a esse diagnóstico precoce, estímulo à pesquisa científica e, para finalizar, é esse mês de conscientização, uma oportunidade para a gente reforçar a importância da informação e do combate ao estigma, a essa patologia.”
A conselheira nacional de saúde Walquiria Cristina Barbosa afirmou que nunca na história do mundo as pessoas viveram tanto, mas não necessariamente estão vivendo com qualidade, e que por isso, recomenda que as pessoas trabalhem na perspectiva da prevenção:
“Vários fatores de risco para desenvolver doenças, em especial Alzheimer, é o sedentarismo. Então, é importante envolver também uma ação conjunta com o Ministério do Esporte. A questão também da baixa escolaridade é um fator de risco. Então, é importante que dentro do programa de educação de jovens e adultos e pessoas idosas tenham um olhar para essa questão.”
De acordo com dados do IBGE, mais de 11 milhões de brasileiros são analfabetos. Sendo que mais da metade são pessoas com 60 anos ou mais, o que equivale a uma média de seis milhões de idosos que não sabem ler ou escrever.
A deputada [[Erika Kokay]], autora do pedido de audiência, disse o que será feito agora:
“Nós vamos estabelecer três proposições legislativas. Uma sobre o cuidador familiar, a campanha de conscientização, sensibilização envolvendo o dia 21 e talvez uma indicação de construção de centros-dia.”
O censo de 2022 do IBGE mostra que em 12 anos o número de idosos na população brasileira cresceu cerca de 57%. As pesquisas ainda apontam que, o aumento da população idosa em conjunto com a diminuição da parcela da população de até 14 anos no mesmo período, evidenciam o expresso envelhecimento da população brasileira. O aumento dessa população também contribui para o aumento dos números de doenças como o Alzheimer.
Da Rádio Câmara, de Brasília, Isadora Marinho.








