23/09/2025 01:52 -
Radioagência
Diretor de empresas do "Careca do INSS" admite movimentação de recursos, mas nega irregularidades Fonte: Agência Câmara de Notícias
DIRETOR DE EMPRESAS DO "CARECA DO INSS" ADMITE MOVIMENTAÇÃO DE RECURSOS, MAS NEGA IRREGULARIDADES. ELE ACABOU SENDO PRESO AO FINAL DO DEPOIMENTO. O REPÓRTER MURILO SOUZA ACOMPANHOU.
O economista Rubens Oliveira Costa negou diante da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS que tenha participado do esquema de fraudes contra aposentados e pensionistas e de ter sido sócio de empresas de Antônio Carlos Camilo Antunes, o “Careca do INSS”, preso no último dia 12.
“Jamais fui sócio de qualquer empresa ligada ao Sr. Antônio, nem de qualquer outra empresa citada nas investigações. Jamais ordenei, operei ou participei, conscientemente, do pagamento de qualquer propina. Deixei o cargo de administrador financeiro no início de 2024, antes de ter conhecimento da existência de inquéritos criminais envolvendo o meu nome.”
Costa, no entanto, reconheceu ter prestado serviços a Antunes de junho de 2022 a março de 2024.
Amparado por um habeas corpus concedido pelo ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), ele preferiu não assinar o termo de compromisso para falar a verdade e usou o direito de permanecer em silêncio diante de algumas perguntas. O nome de Costa já estava entre os 21 envolvidos que tiveram o pedido de prisão preventiva encaminhado pela CPMI ao STF.
Questionado pelo relator, deputado Alfredo Gaspar (União-AL), Costa admitiu a movimentação de milhões de reais em empresas ligadas a Antunes, como a Prospect Consultoria e a Vênus Consultoria.
Gaspar: “A Prospect: quanto a Prospect movimentou enquanto o senhor era prestador de serviço, Diretor, seja lá o que for da sua relação com a Prospect?”
Costa: “Não sei. Não tenho como precisar esses valores aqui”
Gaspar: “Fale aproximadamente”.
Costa: “Algo em torno de... No período em que eu estive lá, né? Algo em torno de 100, 150 milhões”
Gaspar quis saber ainda sobre a movimentação financeira do depoente.
“Quanto o senhor recebia da Vênus mensalmente, já que o senhor fazia parte de outras empresas?”, questionou o relator.
Em resposta, Costa revelou receber R$ 7.500 mensais da Vênus, mas revelou uma renda total de cerca de R$ 70 mil, considerando todas as empresas para as quais presta serviço.
Diante das provas e das movimentações financeiras relatadas, Gaspar sugeriu que o colegiado reforçasse ao STF o pedido de prisão preventiva do depoente e pediu ao presidente da CPMI que colocasse em votação um pedido de prisão de flagrante de Costa por risco de fuga.
“Eu peço que submeta ao colegiado, diante dessas novas provas, um novo pedido de prisão cautelar com o indício suficiente de autoria, prova da materialidade, baseado na aplicação da lei penal, com base em risco de fuga, na garantia da ordem pública, pela prática continuada de crimes e pela ocupação de documentos que estão atrapalhando as investigações”.
Da Rádio Câmara, de Brasília, Murilo Souza








