17/09/2025 21:30 -
Radioagência
Indicação de Eduardo Bolsonaro para a liderança da Minoria segue indefinida
INDICAÇÃO DE EDUARDO BOLSONARO PARA A LIDERANÇA DA MINORIA SEGUE INDEFINIDA. O REPÓRTER FRANCISCO BRANDÃO ACOMPANHOU OS ANÚNCIOS DE MEDIDAS PELA OPOSIÇÃO E PELOS ALIADOS DO GOVERNO.
Deputados do PT e do PSOL anunciaram na Câmara que vão pedir à Procuradoria-Geral da República para acionar a Justiça e anular a indicação do deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) à liderança da minoria. Com o novo cargo, a oposição espera que o deputado, atualmente morando nos Estados Unidos, não perca o mandato por faltas no Plenário. Os deputados do PT e do PSOL também devem entregar ao presidente da Câmara um abaixo-assinado, com 400 mil assinaturas, pedindo a cassação do mandato do parlamentar do PL.
A deputada Fernanda Melchionna (Psol-RS) acusa Eduardo Bolsonaro de ser responsável pela imposição de tarifas do governo norte-americano a produtos brasileiros e sanções contra ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) envolvidos no julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro, que foi condenado na semana passada pela participação em um golpe de Estado, entre outras acusações.
"Eduardo Bolsonaro está claramente conspirando contra os interesses do povo brasileiro. Seria patético se não fosse absurdo blindar um traidor da Pátria".
Já o líder do PT,Lindbergh Farias (RJ), reclama que o Conselho de Ética ainda não abriu os processos disciplinares contra Eduardo Bolsonaro solicitados por seu partido e pelo PSOL.
"O Conselho de Ética, de forma inacreditável, abriu processos contra vários deputados, inclusive contra mim. E o caso do Eduardo Bolsonaro não é analisado. Como se explica isso? Tem crime de traição nacional"
"Se a Mesa aceita isso aqui, está aceitando a figura do deputado fantasma. Queremos exigir e cobrar da Mesa uma postura firme em relação a este caso. Isso aqui não pode entrar em nenhuma negociação".
A deputada Caroline de Toni (PL-SC) renunciou à liderança da Minoria para que Eduardo Bolsonaro assuma o cargo.
"Tomamos esta decisão convictos de que o Brasil precisa de união e coragem, especialmente diante das perseguições políticas que tanto Eduardo e seu pai, Jair Messias Bolsonaro estão sofrendo, além de tantas outras pessoas como as que participaram dos atos de Oito de Janeiro. Acima de qualquer interesse pessoal e partidário existe algo maior: o compromisso com a nação brasileira. Eduardo, mesmo exilado diante dessas perseguições, tem demonstrado firmeza e dedicação na defesa das liberdades individuais e na busca para restabelecer o equilíbrio entre os poderes que é uma condição essencial para que tenhamos uma plena democracia."
O líder do PL, deputado Sóstenes Cavalcante (RJ), defendeu sua atribuição para indicar a liderança da minoria.
"Ademais da crítica de algumas pessoas, nós do PL reconhecemos o brilhante trabalho que o nosso deputado Eduardo Bolsonaro tem feito naquele país, e de lá, baseado na resolução da Mesa Diretora da Câmara, nós o nomearemos a partir de agora como o líder".
A Mesa Diretora ainda não se manifestou sobre a indicação do deputado Eduardo Bolsonaro à liderança da minoria.
Da Rádio Câmara, de Brasília, Francisco Brandão








