10/07/2025 18:36 -
Radioagência
Para Instituto Aço Brasil, aumento tarifário pode inviabilizar a exportação de aço e alumínio
PARA INSTITUTO AÇO BRASIL, AUMENTO TARIFÁRIO PODE INVIABILIZAR A EXPORTAÇÃO DE AÇO E ALUMÍNIO PARA OS ESTADOS UNIDOS. A REPÓRTER EMANUELLE BRASIL ACOMPANHOU A REUNIÃO COM DEPUTADOS.
A diretora de assuntos institucionais do Instituto Aço Brasil, Cristina Yuan, avaliou que a decisão do presidente norte-americano, Donald Trump, de impor uma nova tarifa de 50% sobre produtos brasileiros "inviabilizará a exportação de aço e alumínio". Ela discutiu o tema em reunião da Comissão de Indústria, Comércio e Serviços da Câmara dos Deputados.
CristinaYuan disse que ainda não está esclarecido se a tarifação é cumulativa, se for o caso, o setor de aço e alumínio que já paga tarifa de 50%, arcaria com mais 50%.
“O que dobra a nossa preocupação literalmente, porque se 50% já era uma tarifa elevadíssima e praticamente impeditiva de exportação, a de 100% inviabilizará a exportação do aço e alumínio.”
Outro efeito da guerra tarifária, segundo Cristina Yuan, é o desvio de comércio, que pode resultar no escoamento do aço chinês a preços abaixo da média mundial para o mercado brasileiro. Atualmente, a China responde por mais de 66% das importações de aço do país. Ao ressaltar a competitividade chinesa na cadeia produtiva do aço, CristinaYuan frisou que a produção anual de aço no Brasil equivale a 12 dias de produção de aço na China.
O representante da Associação Brasileira do Alumínio (Abal), Pedro Henrique Macêdo, apontou queda nas exportações para o mercado norte-americano na ordem de 25% de produtos de alumínio, se comparado ao primeiro semestre de 2024.
"Ainda não sabemos se as novas taxas serão cumulativas ou não mas é fato que a indústria já vem sofrendo no atual cenário", disse. Ele reforçou que o setor conta com a atuação do governo para garantir as melhores condições de acesso dos produtos brasileiros ao mercado internacional.”
A deputada Jack Rocha (PT-ES), que solicitou a audiência, defendeu o uso da lei de reciprocidade que permite ao Poder Executivo adotar contramedidas em resposta a medidas unilaterais adotadas por país ou bloco econômico que impactem negativamente a competitividade internacional brasileira.
"Acredito que o governo, assim como esta Casa, diante da gravidade do tarifaço, tem que se debruçar sobre uma saída que não venha a prejudicar as empresas e sobretudo os trabalhadores.”
Durante a audiência, a executiva do Instituto Aço Brasil reforçou que, ao contrário do que alegou Trump, a balança comercial Brasil e Estados Unido sempre foi superavitária para os norte-americanos.
Da Rádio Câmara de Brasília, Emanuelle Brasil.








