11/06/2025 18:36 - Economia
Radioagência
Com números em alta, ministro quer transformar turismo na principal matriz econômica do Brasil
COM NÚMEROS EM ALTA, MINISTRO QUER TRANSFORMAR TURISMO NA PRINCIPAL MATRIZ ECONÔMICA DO BRASIL. O REPÓRTER JOSÉ CARLOS OLIVEIRA ACOMPANHOU O ENCONTRO COM A COMISSÃO DE TURISMO.
Em audiência na Câmara dos Deputados (em 11/06), o ministro do Turismo, Celso Sabino, comemorou os números em alta do setor, que segue aquecido e projeta novos recordes até o fim do ano. Em 2024, o turismo trouxe 6,7 milhões de estrangeiros ao Brasil, superando inclusive anos em que o país sediou a Copa do Mundo (2014) e os Jogos Olímpicos (2016). Os cinco primeiros meses deste ano já registram aumento de 49% em relação a igual período de 2024.
“Nós já chegamos a 4.887.000 turistas estrangeiros até maio, caminhando para chegar esse ano com 10 milhões de turistas estrangeiros e colocar o turismo como a principal matriz econômica do nosso país”.
Sabino foi ouvido na Comissão de Turismo, onde citou dados do Banco Central sobre R$ 42 bilhões movimentados por turistas estrangeiros no Brasil ao longo de 2024. Já houve registro de aumento de 15% entre janeiro e abril deste ano. O setor emprega 7 milhões de pessoas e movimenta 300 milhões de turistas domésticos. O número inclui aqueles brasileiros que viajam internamente mais de uma vez por ano. O Brasil é o quarto maior mercado de aviação doméstica, com 118 milhões de passageiros transportados e crescimento anual de 6,6%. Houve crescimento também no turismo por ônibus e carros alugados.
“Número de turistas domésticos viajando, ocupação dos hotéis, gasto médio do turista doméstico, número de turista internacional, gasto dos turistas internacionais, empregos gerados no setor, empresas criadas no setor, número de pessoas que viajaram de avião, de ônibus: o Brasil bateu todos os recordes”.
O ministro fez questão de dividir os bons resultados com deputados e senadores.
“Em todas as demandas do turismo no Congresso Nacional, essa Casa não faltou ao debate, ao aprimoramento dos textos e, sobretudo, ao compromisso com o povo brasileiro e com essa atividade tão importante”.
Celso Sabino citou a segurança jurídica garantida com a aprovação da nova Lei Geral do Turismo (Lei 14.978/24) após quase 10 anos de análise no Congresso; os incrementos orçamentários por meio das leis de regulamentação das Bets (Lei 14.970/23) e dos créditos de carbono (Lei 15.042/24), além do Decreto Legislativo (DL 107/24) para a instalação de escritório regional da Organização Mundial do Turismo (OMT) no Rio de Janeiro e da proposta de resorts integrados com cassinos (PL 442/91), já aprovada na Câmara e ainda em análise no Senado.
O deputado Bohn Gass (PT-RS) elogiou o ministério pela recente regulamentação do CADASTUR, previsto na Lei Geral do Turismo para facilitar a atuação de pessoas físicas, como no caso do turismo ecológico promovido por agricultores familiares.
“Aqueles empreendimentos dos agricultores familiares com CPF podem fazer o seu cadastro e passar a receber pessoas e estimular as pessoas a irem ao campo para poder aquecer essa atividade importante”.
As ações do Ministério do Turismo receberam elogios de parlamentares de todos os partidos. O deputado Vermelho (PP-PR) só fez uma queixa relativa aos cortes orçamentários anunciados pelo governo.
“O que eu não posso concordar é com o corte no orçamento do Ministério do Turismo, como vem ocorrendo e ocorreu há poucos dias. Não tem como cortar, não tem como matar a galinha dos ovos de ouro”.
Ministro do Turismo no governo Bolsonaro, o presidente da Comissão, deputado Marcelo Álvaro Antônio (PL-MG), disse esperar que a equipe econômica enxergue o turismo como setor de investimento.
“O ministro Celso Sabino está demonstrando que ele chegou para que o turismo possa realmente se consolidar, talvez ao lado do agronegócio, como a principal mola propulsora da nossa economia”.
Ao longo da audiência, o ministro Celso Sabino e vários parlamentares lembraram que o faturamento do turismo já é superior ao de grandes commodities da exportação brasileira, como café e algodão.
Da Rádio Câmara, de Brasília, José Carlos Oliveira








