11/06/2025 18:22 - Assistência Social
Radioagência
Ministro do Desenvolvimento Social apresenta resultados da pasta na Câmara
MINISTRO DO DESENVOLVIMENTO SOCIAL APRESENTA RESULTADOS NA CÂMARA. A REPÓRTER MARIA NEVES TEM OS DETALHES.
O ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, Wellington Dias, ressaltou, em debate na Câmara dos Deputados, que o Brasil está voltando a ser um país de classe média. Segundo o ministro, 51,1% dos domicílios do país hoje são considerados de classe média graças às políticas de combate à fome e transferência de renda.
Wellington Dias compareceu à Comissão de Previdência e Assistência Social da Câmara para apresentar resultados do ministério, e também os planos e projetos da pasta. O ministério é responsável pelos 48 programas assistenciais do Governo Federal, entre eles o Bolsa Família e o Benefício de Prestação Continuada.
De acordo com Wellington Dias, nos dois primeiros anos do atual governo, a renda do trabalho cresceu, em média, 7,1%. Nas camadas mais pobres o aumento dos ganhos teria sido ainda maior.
“Quando a gente pega a renda dos 50% mais pobres, ela cresceu mais, cresceu 10,4%, quando a gente pega a renda dos 5% mais pobres, cresceu 38%, e é esse o país que a gente tem que construir, um país que a gente tem orgulho de ser o maior produtor de alimento, sim, mas sem fome, um país que a gente tem orgulho de estar entre as 10 maiores economias do mundo, sim, mais com mais igualdade.”
Desde 2023, quando assumiu o ministério, Wellington Dias relatou que também houve queda expressiva da extrema pobreza e da pobreza. Segundo disse, o atual governo encontrou o país com cerca de 10% da população vivendo em situação de extrema pobreza. Hoje o índice estaria em 5,2%. Já a pobreza teria caído de mais ou menos 39% para 23,4% nesses dois anos.
Além dos programas de transferência direta de renda, como o Bolsa Família, Wellington Dias atribui esses progressos à maior oferta de financiamentos por parte do governo. O ministro ressaltou, por exemplo, que o Programa Acredita concede empréstimos que vão de 21 mil até 1 milhão 200 mil reais para quem quer empreender.
No meio rural, os financiamentos para pequenos produtores partem de 35 mil e podem chegar a 400 mil reais. Nesse caso, os juros são de 0,5% ao ano, segundo disse Wellington Dias. E, caso o agricultor pague as prestações em dia, tem direito a descontos de até 40%.
Como resultado dessas políticas, o ministro do Desenvolvimento Social afirmou que, apenas no passado, foram criadas 4 milhões de novas micro e pequenas empresas.
“É a primeira vez que nós temos mais empreendedor do que emprego, o Brasil cresce mais aqui, e isso, eu posso dizer que é bom. Quando a gente olha aqui, 70% das vagas de emprego são nos micro e pequenos negócios.”
Além disso, em 2023 e 2024, segundo Wellington Dias, 16 milhões e meio de pessoas inscritas no Cadastro Único da Assistência Social foram contratadas com carteira assinada. O ministro relatou que esse número corresponde a 91% das vagas preenchidas no período.
“Então, eu reafirmo aqui, não podemos aceitar, porque não bate com o mundo real, que essas pessoas não querem trabalhar, querem trabalhar, querem emprego decente, querem trabalhar, mas querem emprego decente.”
A visita do ministro Wellington Dias à Câmara foi proposta pelo deputado Ruy Carneiro (Podemos-PB) e pela deputada Laura Carneiro (PSD-RJ). Os dois parlamentares pediram ao ministro ações para fortalecer o sistema de assistência direta à população em situação de vulnerabilidade, principalmente os Centros de Referência Especializados de Assistência Social (CREAS) e os Centros de Referência de Assistência Social (CRAS).
Da Rádio Câmara, de Brasília, Maria Neves








