11/06/2025 20:15 -
Radioagência
Comitê Olímpico do Brasil defende profissionalização da gestão esportiva para combater a corrupção
COMITÊ OLÍMPICO DO BRASIL DEFENDE PROFISSIONALIZAÇÃO DA GESTÃO ESPORTIVA PARA COMBATER A CORRUPÇÃO. A REPÓRTER EMANUELLE BRASIL ACOMPANHOU O ENCONTRO COM DEPUTADOS.
Em reunião da Comissão do Esporte da Câmara dos Deputados o presidente do Comitê Olímpico do Brasil (COB), Marco La Porta, defendeu a profissionalização da gestão esportiva como forma de prevenir a corrupção, melhorar a saúde financeira e atrair patrocinadores e investidores.
Segundo Marco La Porta, a profissionalização da gestão do esporte em todos os níveis, com cursos de capacitação obrigatórios a partir de 2024, trouxe impactos no orçamento. Em dezembro de 2024, o comitê fechou as contas com déficit de R$78 milhões; em março de 2025, o déficit já havia caído para R$ 4 milhões.
“A gestão das confederações e dos comitês olímpicos evoluiu absurdamente desde 2016, com novas legislações, com formação de novos gestores, com um investimento maior das Confederações na área da gestão. Hoje, nós temos a certeza que os recursos que chegam nas confederações vão diretamente impactar na preparação do atleta. Isso nos dá uma segurança e traz uma credibilidade para o movimento olímpico muito grande”.
As mudanças que vêm ocorrendo no Comitê Olímpico do Brasil se refletem no número de profissionais do esporte com cursos de capacitação. Em 2016, eram 2.514 mil capacitados; em 2024, 22.538 mil. O diretor geral do COB, Emanuel Rego, reforçou que, a partir de 2024, virou obrigação para todos os atletas, dirigentes, colaboradores do comitê participar do programa de capacitação.
"Por isso vemos que o programa de capacitação de esporte seguro, por exemplo, atingiu mais de 32 mil pessoas no último ano."
O deputado Luiz Lima (Novo-RJ), que solicitou a reunião, observou que até 2016 não havia participação da sociedade no Comitê Olímpico do Brasil. Segundo ele, a ausência de transparência em suas ações foi responsável pelos escândalos de corrupção no Panamericano, em 2007, e nos Jogos Olímpicos, em 2016.
"É muito difícil encontrar hoje em um órgão no país que tem a transparência do comitê Olímpico brasileiro e que tenha sucesso na sua execução de política pública".
O consultor de esportes Jorge Bichara sinalizou para a importância da renovação da Lei de Incentivo ao Esporte (PLP 234/24) que permite a renúncia fiscal de parcela do Imposto de Renda (IR) de empresas e pessoas físicas que apoiarem projetos esportivos. O texto está em análise na Câmara.
“A maior disputa esportiva nesse ano é na reedição da lei de incentivo ao esporte. A sua perenidade é extremamente necessária para subsistência do esporte olímpico no país que hoje se baseia muito nas ações dentro dos clubes e dos projetos sociais. Perder essa batalha será extremamente complicado para o esporte olímpico do Brasil"
Atualmente, o Comitê Olímpico do Brasil tem direito a 2.2% dos recursos das loterias. Em 2024, arrecadou R$ 445 milhões; em 2025, estão previstos R$ 465 milhões. O aumento na arrecadação total do esporte, conforme os executivos do COB, também é atribuído à entrada de novos patrocinadores como Adidas e a Neoenergia, além da renovação do contrato com a Caixa Econômica Federal. Outra fonte de recursos a ser explorada são as apostas on-line, conhecidas como bets.
Da Rádio Câmara de Brasília, Emanuelle Brasil.








