05/06/2025 15:44 - Relações Exteriores
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PAÍSES DO BRICS QUEREM GOVERNANÇA MULTIPOLAR SOBRE PAZ E SEGURANÇA. A REPÓRTER SILVIA MUGNATTO ACOMPANHOU A REUNIÃO QUE TRATOU DO TEMA.
Os participantes de sessão do 11º Fórum Parlamentar do BRICS, em Brasília, criticaram a atual governança global sobre paz e segurança, afirmando que ela não atende as necessidades de um multilateralismo inclusivo. O BRICS, grupo de 11 países que buscam maior participação do Sul Global nas instituições internacionais, terá sua reunião de chefes de Estado em julho, no Rio de Janeiro.
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), disse que as instituições atuais, como o Conselho de Segurança das Nações Unidas, fazem parte de uma “geopolítica do passado”. Segundo ele, os 11 membros do BRICS e os nove parceiros do bloco buscam uma ordem mais justa.
O presidente do Parlamento do Irã, Mohammad Bagher Ghalibaf, disse que um exemplo gritante da inércia das instituições é a crise em Gaza, na qual o povo palestino sofre todos os dias com bombardeios israelenses e fome:
“Esse silêncio não é mera passividade diplomática. Aos olhos das nações, é percebido como uma legitimação implícita desses crimes.”
O parlamentar iraniano citou ainda o recente veto dos Estados Unidos, no conselho de segurança, a uma resolução que tratava do cessar-fogo na região.
Para o parlamentar russo Grigory Karasin, o Ocidente interpreta as normas internacionais conforme a sua conveniência. Sobre a guerra com a Ucrânia, o parlamentar afirmou que muitos apoiam a Ucrânia, mas fecham os olhos para países em situação de pobreza. E criticou o que ele chamou de 29 mil “restrições ilegítimas” à Rússia por conta do conflito.
Também a vice-presidente do Parlamento cubano, Ana María Mari Machado, condenou os bloqueios econômico e financeiro promovidos pelos Estados Unidos ao seu país:
“Igualmente, a inclusão de nosso país em uma lista ilegal de estados que supostamente patrocinam o terrorismo constitui uma medida que não tem fundamento algum e representa um dano colossal para nosso povo.”
O presidente do Parlamento da Índia, Om Birla, disse que o seu país espera a colaboração de todos para prevenir ataques terroristas e citou o recente episódio no qual homens armados mataram 26 pessoas na Caxemira.
Da Rádio Câmara, de Brasília, Silvia Mugnatto
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