11/02/2025 14:26 - Direito e Justiça
Radioagência
Venda de cigarros eletrônicos pode virar crime
VENDA DE CIGARROS ELETRÔNICOS PODE VIRAR CRIME. A REPÓRTER PAULA MORAES TEM OS DETALHES DA PROPOSTA QUE PREVÊ REGULAMENTAÇÃO PELA ANVISA.
Está em análise na Câmara uma proposta que criminaliza o comércio, a importação e a publicidade de cigarros eletrônicos (PL 4888/23).
De acordo com o projeto, quem vender, importar ou fizer publicidade de cigarros eletrônicos sem registro da Anvisa receberá pena de dois a quatro anos de reclusão e multa. Também serão penalizadas as mesmas ações referentes a acessórios e refis desses dispositivos.
Em casos direcionados a menores de idade, a pena passa para reclusão de quatro a oito anos e multa.
A proposta estabelece também que a Anvisa só poderá conceder registro para cigarros eletrônicos caso o requerente consiga comprovar, com estudos toxicológicos e testes científicos específicos, que o produto não oferece riscos à saúde ou ao meio ambiente.
A autora do projeto, deputada Gisela Simona (União-MT), ressalta que as políticas de controle ao tabagismo salvaram a vida de milhares de brasileiros, e acredita que essas conquistas estão agora ameaçadas pelos dispositivos eletrônicos.
A deputada afirma que a simples proibição da comercialização pela Anvisa (resolução 46/09) não tem sido suficiente.
“De alguns anos para cá nós temos o aumento do uso dos cigarros eletrônicos, que vem com uma fala de que ele seria mais benéfico à saúde do consumidor, que ele não traria tantos prejuízos à saúde, mas vejam que isso não é verdade, tanto que nós temos no Brasil a resolução da Anvisa que proíbe a comercialização dos cigarros eletrônicos no País. Mas vejam que essa resolução e a fiscalização não têm sido suficientes para barrar esse tipo de produto no nosso País.”
A proposta que criminaliza o comércio, a importação e a publicidade de cigarros eletrônicos está sendo analisada em conjunto com outra (PL 5393/19) de teor semelhante. Ela precisa ser votada pela Comissão de Constituição e Justiça, antes de seguir ao Plenário.
Da Rádio Câmara, de Brasília, Paula Moraes.








