30/10/2024 17:25 - Política
Radioagência
Conselho de ética ouve três testemunhas do caso Glauber Braga
CONSELHO DE ÉTICA OUVE TRÊS TESTEMUNHAS DO CASO GLAUBER BRAGA. O REPÓRTER LUIZ CLAUDIO CANUTO NOS CONTA QUAL A ACUSAÇÃO E COMO FORAM OS DEPIMENTOS.
No Conselho de Ética da Câmara, três testemunhas depuseram no processo (REP 5/24) contra o deputado Glauber Braga (Psol-RJ) por quebra de decoro parlamentar. O deputado expulsou com empurrões e chutes um integrante do Movimento Brasil Livre, o MBL, Gabriel Costenaro.
O ativista estava na Câmara em 16 de abril para apoiar motoristas de aplicativo durante o debate de proposta que regulamenta a profissão (PL 12/24). O acusado, Glauber Braga, questionou Costenaro sobre a forma com que ele veio à Câmara naquela ocasião e quem autorizou sua entrada na Casa. Costenaro disse que veio de carona com o Uber para acompanhar a discussão do projeto de interesse da categoria e que entrou com autorização de uma parlamentar do Novo, a deputada Adriana Ventura (Novo-SP).
Glauber Braga também questionou Gabriel Costenaro sobre quantas vezes eles abordou o deputado munido de gravador para filmagens.
“Se o senhor não sabe quantas vezes fez isso, me leva a imaginar que não foi uma única vez, ou duas vezes, ou três vezes, o senhor inclusive, perdeu a conta da quantidade de vezes que veio ao meu encontro munido de gravador.”
Glauber Braga também o questionou sobre ofensas que fez à sua mãe, que estava passando por problemas de saúde e morreu tempos depois. Costenaro pediu desculpas por uma ofensa, mas não por outra, feita no âmbito da contratação, no passado de Glauber Braga como funcionário dela em um tempo em que não havia a lei do nepotismo. O deputado Chico Alencar (Psol-RJ) questionou a testemunha sobre abordagens ostensivas que costuma fazer, principalmente no caso da mãe que em situação de fragilidade de saúde.
“Isso é uma situação que o senhor está tirando o do contexto, porque eu não vim aqui no intuito disso. E antes disso, ele me aborda e ele que começa a me indagar ali, até o momento onde acontece esse negócio de eu falar da mãe dele e ele me agride. E as câmeras de segurança mostram isso.”
Respondendo perguntas da petistaJack Rocha (PT-ES) e dos deputados do Psol Ivan Valente (Psol-SP) e Sâmia Bomfim (Psol-SP) e [[Pastor Henrique Vieira]], Costenaro disse que é remunerado pelo Movimento Renovação Liberal, uma entidade que gere os recursos do MBL, e que exerce funções de gravação e edição de vídeos, ou de acompanhar ativistas em diversas situações políticas.
Também foi ouvido o deputado Alberto Fraga (PL-DF), que presidia, em 9 de abril deste ano, reunião da Comissão de Segurança Pública em que houve um episódio em que o deputado Glauber Braga também se envolveu em uma discussão acalorada que, segundo Fraga, quase resultou em agressão física. O fato ocorreu uma semana antes do dia que provocou o processo por quebra de decoro.
A representação cita também as ofensas e a agressão de Glauber Braga ao deputado Kim Kataguiri (União-SP), que também é do MBL e naquela ocasião acompanhou o agredido. Na discussão, Glauber Braga defendeu o "aniquilamento" de liberais e fascistas. Em seu depoimento, com perguntas do relator Paulo Magalhães (PSD-BA), Kim Kataguiri confirmou que foi à sala da polícia legislativa acompanhar os fatos e que, na discussão, Glauber Braga o acusou de defensor de nazismo.
“E aí eu rebato ele dizendo que vou processá-lo e que ele vai ser condenado por isso e que um colega seu, deputado Ivan Valente, já foi processado por isso, já foi condenado por isso, inclusive já pagou a condenação, cometendo exatamente o mesmo crime, o mesmo ilícito que o deputado Glauber Braga. Foi assim que inicia essa discussão. Até o momento em que Glauber Braga parte pra cima de mim e tem que ser segurado pela polícia legislativa.”
Estava marcado o depoimento de um policial legislativo, mas essa quarta testemunha ficou marcada para uma próxima reunião, devido à duração de mais de quatro horas da reunião do Conselho de Ética.
Da Rádio Câmara, de Brasília, Luiz Cláudio Canuto








