29/10/2024 19:18 -
Radioagência
Eleição na Venezuela deve ser resolvida pelos venezuelanos, diz Celso Amorim
CELSO AMORIM VEM À CÂMARA E DIZ QUE ELEIÇÃO NA VENEZUELA DEVE SER RESOLVIDA PELOS VENEZUELANOS. A REPÓRTER EMANUELLE BRASIL ACOMPANHOU OS QUESTIONAMENTOS DOS DEPUTADOS.
Questionado pelos deputados da Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional da Câmara, o assessor especial da Presidência, ex-embaixador Celso Amorim, afirmou que a discussão sobre o processo eleitoral da Venezuela deve ser feita pelos venezuelanos, e não imposta de fora.
"Estamos acompanhando de perto esse processo político, mas a solução precisa ser construída pelos próprios venezuelanos, por meio do diálogo e não imposta de fora. Temos procurado preservar a capacidade com as duas partes (oposição e governo). Nem sempre é fácil. Esse entendimento difícil é necessário, porque temos uma fronteira de 2 mil km com a Venezuela, temos que cooperar a criminalidade internacional, proteger povos indígenas e preservar a flores Amazônica”, completou o articulador do governo”
Ele disse ainda que o presidente Luiz Inácio da Silva não conversa com o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, desde as eleições:
“O presidente Lula não chegou a conversar com o presidente Maduro desde as eleições, por não ter recebido sinais de abertura para um diálogo franco".
O deputado Luiz Philippe de Orleans e Bragança (PL-SP), um dosautores do convite para o debate na comissão, quis saber se a diplomacia classifica o governo Venezuelano como uma ditadura.
O parlamentar se mostrou preocupado com o aumento de "alinhamentos ideológicos" na diplomacia brasileira, o que, segundo ele, poderia levar o Brasil à posição de "anão político".
“O que estamos vendo é um alinhamento do estado brasileiro não com um governo de esquerda ou de direita, mas fazendo alinhamento ideológico e partidário a grupos terroristas e organizações criminosas".
Amorim, por sua vez, disse ser contrário à "classificação de países" em governos ditatoriais ou democráticos. No entanto, afirmou que o fato de o Brasil não ter apoiado oficialmente a autodeclarada vitória de Maduro na eleição sinaliza "mal estar nas relações" bilaterais.
“Há um mal estar hoje, eu torço para que isso desapareça, mas vai depender de ações”.
O deputado Lucas Redecker (PSDB-RS), um dos que solicitou a audiência, perguntou sobre os esforços da diplomacia brasileira para receber U$ 5 bilhões de dólares devidos pelo governo venezuelano. Amorim discordou do montante da dívida que, segundo ele, estaria cotada pelo Ministério da Fazenda hoje em U$ 1 bilhão e 280 milhões de dólares em parcelas atrasadas e U$ 400 milhões de dólares em juros. Ele assinalou que esse é um dos motivos para a manutenção do diálogo com o vizinho latino-americano.
Da Rádio Câmara de Brasília, Emanuelle Brasil








