07/08/2024 17:53 - Meio Ambiente
Radioagência
Comissão discute prevenção a eventos climáticos extremos
COMISSÃO DA CÂMARA DISCUTE PREVENÇÃO A EVENTOS CLIMÁTICOS EXTREMOS. GOVERNO APOSTA EM PLANO PARA INTEGRAR ESFORÇOS FEDERAIS, ESTADUAIS E MUNICIPAIS NO COMBATE AOS EFEITOS DE ENCHENTES E SECAS, CADA VEZ MAIS INTENSAS E COMUNS. ACOMPANHE OS DETALHES COM SILVIA MUGNATTO.
Em reunião da comissão da Câmara dos Deputados sobre Prevenção e Auxílio a Desastres e Calamidades Naturais, o ministro da Integração e do Desenvolvimento Regional, Waldez Góes, disse que a seca na Amazônia deverá ser mais intensa este ano e que o Rio Grande do Sul provavelmente terá que conviver com chuvas intensas e secas extremas nos próximos anos. O tema da reunião da comissão foi a seca na Bahia.
Para lidar com estes fenômenos climáticos, o governo, segundo o ministro, aposta no Plano Nacional de Proteção e Defesa Civil, que será anunciado ainda este ano:
“Lá está a prevenção, lá está a mitigação, lá está a preparação, lá está a resposta e lá está a reconstrução. Então, definitivamente, nós vamos ter um planejamento, seja uma política ou um plano, que vai estar dizendo claramente aquele mínimo do mínimo que nós deveremos considerar enquanto nação brasileira, seja o governo federal, estadual e municípios”
O governo também anunciou (7/8) que serão iniciados agora os testes em 11 cidades com o sistema de alerta de desastres naturais. O sistema usa a rede de telefonia celular para emitir alertas com aviso sonoro. O alerta suspenderá qualquer conteúdo em uso na tela do usuário.
Waldez Góes disse que, em 2023, foram editados 3.238 decretos de calamidade ou situação de emergência. Somente nos sete primeiros meses de 2024, foram 2.671.
De acordo com o deputado Leo Prates (PDT-BA), a seca na Bahia foi mais intensa no ano passado, mas ainda continua. Ele disse que as consequências da seca são graves, afetando o abastecimento de água e a produção agropecuária:
“Nós vimos no ano passado a seca na Amazônia, onde o deslocamento é muitas vezes feito por hidrovias. Vimos as hidrovias secarem e os médicos não terem como chegar aos postos de saúde. Faltaram atendimento, mercadorias e aquelas pessoas passaram necessidade naquela situação. Então eu considero a seca a calamidade mais perigosa para o ser humano, porque ela não é visível, é invisível.”
Esta foi a pior seca enfrentada pela Bahia desde 1980, conforme o Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais. Ela foi agravada pelo fenômeno El Niño.
Sósthenes Almeida, diretor-geral da Defesa Civil de Salvador, relatou que, na cidade, a situação foi diversa da verificada no interior do estado. Segundo ele, Salvador teve um volume de chuvas em abril igual ao de três meses somados. Alexandre Motta, presidente da Funasa, disse que o órgão está ajudando os municípios pequenos a trabalharem com prevenção. Ele disse que cada real gasto em prevenção economiza quatro em socorro emergencial.
Da Rádio Câmara, de Brasília, Silvia Mugnatto








