14/06/2024 17:48 - Direitos Humanos
Radioagência
Primeira Delegacia do Idoso do DF é anunciada em homenagem ao Dia de Conscientização sobre a Violência contra o Idoso
PRIMEIRA DELEGACIA DO IDOSO DO DF É ANUNCIADA NA CÂMARA DURANTE HOMENAGEM PELO DIA DE CONSCIENTIZAÇÃO SOBRE A VIOLÊNCIA CONTRA O IDOSO. A REPÓRTER LAIS MENESES ACOMPANHOU A SOLENIDADE.
Na sessão solene em homenagem ao Dia de Conscientização sobre a Violência contra o Idoso, comemorado no dia 15 de junho, o deputado distrital e presidente da Frente Parlamentar do Idoso no Distrito Federal, Martins Machado (Republicanos), anunciou a implantação da primeira delegacia do idoso no DF. Segundo o parlamentar, já existe aval do governador e a instalação aguarda apenas nomeação dos agentes civis.
Martins Machado lembrou que, muitas vezes, quem pratica a violência contra a pessoa idosa são pessoas da própria família.
“Além da violência física existe também a violência psicológia. E quando comete violência psicológica o idoso tem medo de dar parte, de denunciar, de buscar seus direitos, ele tem medo. Porque ele já traz a culpa por ser idoso, porque existem aqueles membros da família que ficam culpando ‘ah você está velho, você isso, você é um peso, você está atrapalhando’ etc, etc, violência psicológica. E depois quando ele é vítima mesmo de uma violência física ele pensa ‘se eu for lá eu vou prejudicar meu filho, meu neto’, etc, etc”.
De acordo com o Estatuto do Idoso (Lei 10.741/03), considera-se violência contra a pessoa idosa qualquer ação ou omissão que lhe cause morte, dano ou sofrimento, seja ele físico, psicológico ou patrimonial.
A deputada Rogéria Santos (Republicanos-BA) reforçou a posição da Câmara dos Deputados no papel de auxiliar pessoas em idade avançada na garantia e luta por direitos, segurança e dignidade.
Para a deputada, a violência contra o idoso nasce da falta de cuidado e da ausência de políticas públicas adequadas para o acolhimento dessas pessoas. Ela exemplifica ainda o porquê de a maioria dos idosos serem vítimas de violência patrimonial pelos próprios familiares.
Sonora Rogéria Santos:
“Porque há uma confusão muito grande na identificação da violência pelo próprio idoso, ele confunde a violência patrimonial que ele está sofrendo com o cuidado dele enquanto pai, mãe, avô, avó, tio para com aquele familiar mais novo, na maioria das vezes. É muito duro uma nação que esquece do seu idoso, porque essa nação está apagando a sua memória.”
A parlamentar destacou ainda a importância da conscientização sobre o tema no país, e chamou os presentes para uma reflexão sobre o fato de o Brasil não ser mais um país jovem.
Em 2022, o total de pessoas com 65 anos ou mais no país chegou a quase 11% da população, com alta de 57% em relação a 2010, quando o grupo representava 7% da população.
O aumento da população de 65 anos ou mais, ao lado da redução da parcela das pessoas de até 14 anos no mesmo período, que passou de 24% para 19%, ressalta o envelhecimento da sociedade brasileira.
Segundo o Ministério da Saúde, a expectativa é de que, em 2030, o número de idosos ultrapasse o total de crianças entre zero e 14 anos.
Da Rádio Câmara, de Brasília, Laís Menezes








