11/06/2024 19:55 - Economia
Radioagência
Empreendedorismo feminino depende de capacitação e registro formal
EMPREENDEDORISMO FEMININO DEPENDE DE CAPACITAÇÃO E REGISTRO FORMAL. A CONCLUSÃO É DE SEMINÁRIO NA CÂMARA SOBRE O TEMA QUE A REPÓRTER LARA HAJE ACOMPANHOU.
A procuradora da Mulher na Câmara dos Deputados, Soraya Santos (PL-RJ), considera importante apoiar, no Parlamento, leis que promovam o empreendedorismo feminino, além de políticas para capacitar as mulheres e formalizá-las.
Soraya Santos falou durante o 6º Fórum Brasileiro de Microempreendedorismo, promovido pela organização social Aliança Empreendedora, com o apoio da Secretaria da Mulher da Câmara. A deputada chamou a atenção para algumas dificuldades enfrentadas hoje:
3:01 3:17 “Por que a tomada de empréstimo pelas mulheres é mais difícil do que para os homens? Isso é de fundamental importância. Por que os impostos que envolvem produtos femininos são mais caros do que os masculinos? Isso não tem o menor sentido, nós somos as maiores consumidoras.”
Presidente da Aliança Empreendedora, Cristina Filizzola disse que a organização já apoiou mais de 200 mil empreendedores desde 2005, e as mulheres enfrentam mais dificuldades do que os homens para empreender. Ela ressalta que essas dificuldades variam conforme o tipo de empreendimento, a região do País, raça e etnia, se a mulher é mãe ou não, entre outros fatores, e as soluções devem ser customizadas.
Presidente do Instituto Feira Preta e executiva da Plataforma PretaHub, Adriana Barbosa destacou que a população negra feminina no Brasil é sobretudo empreendedora, mas tem mais dificuldade de acessar crédito.
3:28 - 3:42 “Não tem como avançar em nenhum tipo de política sem fazer o recorte racial. O processo de desigualdade no Brasil tem a ver com raça, e todas as políticas que são criadas no Brasil precisam fazer esse tipo de intersecção”.
Assessora e coordenadora da Estratégia Nacional de Empreendedorismo Feminino, chamada de Elas Empreendem, Larissa Alfino destacou que a estratégia foi lançada há dois meses pelo governo federal. Segundo ela, a estratégia vem sendo desenhada desde 2021 como resposta às demandas das mais 10 milhões de empreendedoras existentes no Brasil. O foco serão as mulheres inscritas no CadÚnico, o cadastro para programas sociais do governo, e a principal preocupação será viabilizar o microcrédito para essas mulheres
Já a deputada Delegada Ione (Avante-MG) destacou a importância do empreendedorismo feminino para livrar a mulher de situações de violência doméstica, já que muitas mulheres que sofrem de violência doméstica são dependentes financeiramente.
Mauro Oddo, pesquisador do Ipea, ressaltou que metade dos trabalhadores do País são informais, incluindo autônomos, microempreendedores ou empregados sem carteira assinada, que trabalham em micro ou pequenas empresas. Na visão dele, o empreendedorismo deve estar no centro de um projeto de desenvolvimento para o País.
Da Rádio Câmara, de Brasília, Lara Haje








