05/06/2024 14:53 - Saúde
Radioagência
Com 20 anos de atuação, Samu deve ser universalizado até 2026
HOMENAGEM AO SAMU DESTACA QUALIDADE DO SERVIÇO EM 20 ANOS DE ATUAÇÃO. NA CERIMÔNIA, A MINISTRA DA SAÚDE, NÍSIA TRINDADE ANUNCIOU A INTENÇÃO DE LEVAR O ATENDIMENTO DE URGÊNCIA A TODO O PAÍS. A REPÓRTER LAÍS MENEZES TEM OS DETALHES.
Na sessão solene em homenagem aos 20 anos do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência, o Samu, a ministra da Saúde, Nísia Trindade, reforçou o compromisso de levar o serviço a toda a população brasileira até 2026. Ela destacou a importância dos profissionais que atuam no Samu e possuem experiências e conhecimentos fundamentais para a sociedade.
A ministra lembrou que, mesmo sendo uma política de Estado já consolidada no país, nos últimos anos houve uma tentativa de enfraquecimento do serviço, com a falta de renovação da frota e dos equipamentos e menos recursos aos municípios. Nísia Trindade enumerou as metas de crescimento do serviço.
“É o que está no nosso Programa de Aceleração do Crescimento, com 14 novas centrais de regulação, com 350 novos veículos. Mas, só neste ano de 2024, nós vamos entregar 1780 novos veículos, então essa expansão é fundamental para fazer frente à política de urgência e emergencia”.
Criado em abril de 2004, hoje o Samu atende quase 4 mil cidades, onde estão 187 milhões de brasileiros. O serviço se tornou o principal atendimento de urgência no país, e pode ser acionado por meio de ligação gratuita para o número 192.
Os participantes da sessão solene afirmaram que o Samu é uma das maiores referências de saúde pública no Brasil e ressaltaram o reconhecimento da população sobre a qualidade do serviço.
A deputada [[Erika Kokay]] elogiou a versatilidade do Samu, que se desdobra para chegar em diversas regiões do país.
“Nós temos hoje o Samu que funciona em motos, as motolâncias, e também as ambulanchas, e nós temos também o serviço aéreo, que são as formas de se adaptar, para que nós possamos cumprir o que é uma função e um princípio básico do SUS que é a condição universal. O Samu se transformou em política de estado a partir do fato de a população brasileira se apropriar do Samu”.
Para o diretor do Samu do Distrito Federal, Victor Leonardo Queiroz, os profissionais são o maior patrimônio do serviço, porque pacientes que sofreram um infarto ou um trauma grave passam primeiro pelas mãos desses trabalhadores.
“O Samu hoje deve ser entendido, na minha humilde opinião, como um serviço de intervenção. Eu faço de fato uma diferença, eu entro em uma realidade onde eu faço chegar até a unidade hospitalar, eu faço uma estabilização que traz uma diferença muito grande e um impacto nas políticas públicas, quando você considera que ele é a porta de entrada desse paciente, dessa vítima, frente a todas linhas de cuidados que nós temos hoje”.
Cerca de 80 mil pessoas trabalham no Samu em todo o país. Elas integram, por exemplo, a Força Nacional do SUS, que engloba profissionais de urgência e emergência destinados a atuar em grandes catástrofes, como as enchentes no Rio Grande do Sul.
Da Rádio Câmara, de Brasília, Laís Menezes








