22/05/2024 16:42 - Economia
Radioagência
Ministro da Fazenda rebate críticas à política econômica do governo
MINISTRO DA FAZENDA REBATE CRÍTICAS À POLÍTICA ECONÔMICA DO GOVERNO NA CÂMARA. A REPÓRTER SILVIA MUGNATTO ACOMPANHOU.
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, disse aos deputados da Comissão de Finanças e Tributação da Câmara que existe um movimento de críticas às políticas econômicas do governo que não tem base na realidade. Ele afirmou que os números da economia são positivos e estão sendo valorizados pelas agências de risco estrangeiras.
“Eu não estou entendendo esse ruído todo que está acontecendo. Esse ruído não está fazendo bem para a economia brasileira. E não tem amparo nos dados porque nós estamos gerando emprego com baixa inflação.”
Haddad reconheceu que o governo tem dificuldade para equilibrar receitas e despesas. O déficit esperado para 2024 é de R$ 14, 5 bilhões. Mas afirmou que isso ocorre por causa de um problema fiscal de quase R$ 270 bilhões herdado do governo anterior.
Haddad citou a falta de R$ 140 bilhões para pagamento do bolsa-família e de despesas previdenciárias a partir de 2023. E acrescentou a suspensão do pagamento de R$ 90 bilhões em precatórios, que são dívidas contra a União julgadas pela Justiça; além da perda de R$ 40 bilhões dos estados com a desoneração de ICMS. O ministro chamou isso de “calote”, ao responder o deputado Filipe Barros (PL-PR):
“Ahh, olha o déficit que o presidente Lula fez... Esse déficit deputado, não é nosso. O filho é teu. Tem que assumir. Tem paternidade isso aqui. Faz exame de DNA e você vai saber quem que deu calote.”
Filipe Barros havia citado reportagens que falam do déficit fiscal de 2023 e de 2024:
“O governo Lula 3 tem um resultado primário, o déficit público pior de todos os últimos presidentes, pior até do que a época da pandemia”
Já o deputado Kim Kataguiri (União-SP) criticou a busca do governo pelo aumento da arrecadação:
“Vossa Excelência não acredita que há, até pela própria herança patrimonialista do nosso país, muitos privilégios no orçamento público, tanto para o setor público quanto para o setor privado, que o governo deveria cortar antes de pensar em tributação?”
Haddad disse que o governo está justamente buscando a justiça fiscal no Orçamento:
“Quem ganhava dois salários mínimos pagava imposto no governo Bolsonaro. E os amigos que tinham fundo offshore e fundo fechado não pagavam nada. Nada!”
Sobre o Rio Grande do Sul, Haddad disse que tem dormido menos, pensando nos problemas que precisam ser resolvidos a partir de agora. Mas afirmou que tem confiança em uma recuperação rápida da economia do estado ainda este ano. Ele anunciou ainda que o governo estuda um sistema de seguro diferenciado para a agricultura por causa das mudanças climáticas.
Da Rádio Câmara, de Brasília, Silvia Mugnatto








