06/05/2024 16:01 - Trabalho
Radioagência
Comissão de Saúde analisa regulamentação das profissões de gerontólogo e tecnólogo em gerontologia
ESTÁ EM ANÁLISE NA CÂMARA UM PROJETO QUE TRAZ REGRAS PARA AS PROFISSÕES DE GERONTÓLOGO E TECNÓLOGO EM GERONTOLOGIA. A REPÓRTER MARIA NEVES EXPLICA.
A Comissão de Saúde da Câmara analisa projeto que regulamenta as profissões de gerontólogo e tecnólogo em gerontologia. A proposta também institui a data de 24 de março como o Dia Nacional do Gerontólogo e do Tecnólogo em Gerontologia.
Como explica o relator do projeto na Comissão de Defesa dos Direitos da Pessoa Idosa, deputado Geraldo Resende (PSDB-MS), a gerontologia pode ser definida como o estudo do envelhecimento nos aspectos biológicos, psicológicos e sociais. Já geriatria é uma especialidade médica. A Comissão da Pessoa Idosa já aprovou o texto.
Na opinião do relator, os profissionais da gerontologia são importantes para melhorar a qualidade de vida dos idosos brasileiros.
“Construímos um projeto que preserva as atribuições do gerontólogo e, ao mesmo tempo, abre a possibilidade para também os tecnólogos em gerontologia poderem trabalhar. Porque todas as profissionais podem contribuir efetivamente com a única finalidade de melhorar a qualidade de vida do povo brasileiro, principalmente dos idosos do nosso país. Construímos um projeto que contempla as duas profissões e que delimita o campo da atuação desses dois profissionais.”
O texto aprovado determina que o título de gerontólogo somente pode ser atribuído ao bacharel em gerontologia, o que significa dizer que cursou uma graduação de, no mínimo, quatro anos. Os cursos de tecnólogos têm dois anos de duração.
A proposta traz uma relação extensa das áreas de atuação de gerontólogos e de tecnólogos em gerontologia. Basicamente, as atividades relacionadas a planejamento e gestão de ações voltadas ao atendimento a idosos em diferentes instituições são consideradas privativas de gerontólogos. Tecnólogos, embora possam participar do planejamento, têm a atuação restrita à execução das atividades.
Contrário à aprovação do projeto com essas restrições à atuação dos tecnólogos, o deputado Alexandre Lindenmeyer (PT-RS) apresentou voto em separado que basicamente equipara a atuação de tecnólogos e gerontólogos. O parlamentar argumenta que hoje o país contra com apenas 4 cursos de gerontologia, enquanto existem mais de 20 cursos para tecnólogos, todos reconhecidos pelo Ministério da Educação.
Na opinião de Lindenmeyer, da forma como o texto foi aprovado, a atuação dos tecnólogos ficou “extremamente restrita”. Para ele, isso pode comprometer o atendimento à população idosa do país, que aumenta de forma acelerada. O deputado lembra que o Brasil já conta com mais de 32 milhões de pessoas com mais de 65 anos, cerca de 11% da população total.
E a demanda por serviços voltados a esse público vai continuar a crescer nos próximos anos, segundo as estimativas do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. O instituto estima que em 2050 quase 23% dos brasileiros serão idosos.
Aprovado no Senado, o projeto ainda será analisado pelas comissões de Saúde, de Trabalho e de Constituição e Justiça da Câmara.
Da Rádio Câmara, de Brasília, Maria Neves








