17/04/2024 16:27 - Ciência e Tecnologia
Radioagência
Luciana Santos apresenta investimentos do Ministério de Ciência e Tecnologia na Câmara
LUCIANA SANTOS APRESENTA INVESTIMENTOS DO MINISTÉRIO DE CIÊNCIA E TECNOLOGIA NA CÂMARA. A REPÓRTER MARIA NEVES ACOMPANHOU.
Ao apresentar aos deputados os planos do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, a ministra Luciana Santos ressaltou os investimentos que a pasta vem fazendo em áreas como Saúde, agroindústria e infraestrutura para aumentar a autonomia tecnológica do Brasil. Luciana Santos destacou que esse ano os recursos do Fundo de Ciência e Tecnologia passaram de R$ 2 bilhões para R$ 12 bilhões 700 milhões de reais.
Conforme explicou a ministra, o fundo representa a maior fonte de financiamento do desenvolvimento tecnológico do país.
Quanto aos investimentos em saúde, Luciana Santos relatou que a planta da empresa Emobras, uma fábrica de hemoderivados localizada em Pernambuco, já está pronta e deve começar a produzir um insumo utilizado no tratamento de hemofílicos já no ano que vem. A ministra ressaltou a economia que somente essa empresa trará aos cofres públicos.
“O fator recombinante 8, só esse medicamento representa R$ 1,1 bilhão a menos no déficit da balança comercial. E todos os hemoderivados chegam perto de 12 bilhões. Então, isso é só uma demonstração, um exemplo concreto, de quanto é necessário nós nos tornamos autônomos, lá nós vamos desenvolver insumos farmacêuticos ativos.”
A ministra destacou ainda os investimentos do governo em um laboratório de segurança máxima para pesquisa sobre micro-organismos, como vírus e bactérias, que podem causar doenças, como foi o caso da covid-19. De acordo com Luciana Santos, trata-se de um equipamento inovador no mundo, que conta com investimento de 1 bilhão de reais.
Com o objetivo de capacitar jovens para atuar na área de tecnologia da informação, Luciana Santos informou que o Ministério da Ciência e Tecnologia criou um programa de bolsa para estudantes. Durante 6 meses, o bolsista receberá R$ 200 reais e terá o desafio de apresentar solução de informática para uma empresa pequena ou média. Aceita a proposta, o estudante terá mais 6 meses de bolsa, agora no valor de R$ 600 reais, para desenvolver a ideia, com possibilidade de contratação.
“Nós temos um déficit de vagas na área de desenvolvimento de softwares, que vai corresponder, até 2025, a 500 mil vagas no Brasil. E nós precisamos ter pessoas habilitadas para esse programa e poder atingir uma juventude a que nós precisamos dar perspectiva.”
Para o deputado Rui Falcão (PT-SP), sem investir em tecnologia da informação o Brasil realmente não vai alcançar a autonomia. O deputado ressaltou que hoje, com o desenvolvimento da inteligência artificial, é necessário que o governo participe do debate sobre os destinos dessa tecnologia, inclusive sobre o que chama de soberania digital.
“O debate sobre o futuro da inteligência artificial não pode ser deixado exclusivamente para as empresas, que atualmente dominam seu desenvolvimento. Isso porque cada vez mais os dados, e quem controla esses dados, têm uma importância decisiva na economia mundial, pois eles são um insumo para a produção de uma série de produtos de alto valor agregado e que integram a chamada ‘indústria da inteligência artificial’. E hoje, toda nossa pesquisa, os dados das universidades, esse imenso potencial brasileiro, está armazenado em plataformas no exterior e, portanto, nós não temos nenhuma soberania nessa área.”
Já o deputado Jilmar Tatto (PT-SP) defende a criação de uma espécie de programa de aceleração do crescimento próprio da área de ciência e tecnologia. Na opinião do deputado, o programa deveria ser coordenado pela presidência da República, dada a importância da área para o desenvolvimento nacional.
“Eu acho que falta uma articulação, uma coordenação, e criar um projeto estruturante que esteja no gabinete da presidência da República, e pela importância que tem essa questão da ciência, tecnologia e inovação do país. O que a gente sente é que o Brasil está atrasado, não inova. Por isso que acho que nós temos que empacotar, em várias áreas verificar o que nós podemos fazer, e como acelerar esse processo. Isso vale na saúde, vale a educação, vale na mobilidade, vale na questão da alimentação saudável.”
O debate com a ministra Luciana Santos, foi realizado pela Comissão de Ciência, Tecnologia e Inovação da Câmara, a pedido da presidente do colegiado, deputada Nely Aquino, do Podemos de Minas Gerais.
Da Rádio Câmara, de Brasília, Maria Neves








