21/03/2024 16:09 - Direitos Humanos
Radioagência
Rede de frentes sobre primeira infância quer buscar mais recursos orçamentários para políticas públicas
REDE DE FRENTES SOBRE PRIMEIRA INFÂNCIA QUER BUSCAR MAIS RECURSOS ORÇAMENTÁRIOS PARA POLÍTICAS PÚBLICAS. A REPÓRTER PAULA MORAES ACOMPANHOU O LANÇAMENTO DESSE ESFORÇO.
Rede nacional de frentes parlamentares sobre primeira infância é lançada na Câmara com o objetivo, entre outros, de buscar recursos orçamentários para políticas públicas voltadas a essa fase da vida.
A primeira infância vai do nascimento até os seis anos de idade. No Brasil, essa faixa etária corresponde a 10% da população, ou cerca de 20 milhões de crianças.
O deputado Dr. Zacharias Calil (União-GO) preside, na Câmara, a Frente Parlamentar Mista da Primeira Infância. Ele ressaltou a relevância que essa fase tem para o desenvolvimento e a formação dos indivíduos, e a importância de ampliar as frentes estaduais voltadas para os primeiros anos de vida.
“Nem todos os estados brasileiros têm a frente parlamentar, são dez assembleias distribuídas pelo País. Com essa rede, nós precisamos ampliar o acesso a esse serviço, porque nós sabemos que a primeira infância é a fase mais importante do indivíduo. A neurociência comprova isso, que desde a concepção até os seis anos de idade, é a formação do indivíduo.”
Calil também disse que teve uma conversa com a ministra do Planejamento, Simone Tebet, sobre o orçamento para o setor.
“Pouco tempo atrás eu tive um encontro com a ministra Simone Tebet. Eu perguntei a ela quais seriam os projetos que o governo federal tem, principalmente o Orçamento, e ela me disse ‘logo que eu tive o primeiro encontro com o presidente Lula, ele me disse que o Orçamento da primeira infância estaria garantido, que era prioridade do governo dele’. E nós estamos aguardando, isso tem quase um ano.”
A deputada distrital Paula Belmonte também destacou a necessidade de recursos para políticas para a primeira infância.
“Hoje nós temos crianças nos ventres de muitas mulheres que muitas vezes não sabem o que vão dar para alimentar essas crianças. A responsabilidade de nossa infância hoje é de cada brasileiro. Quando a gente fala da infância, a gente fala do futuro, achamos uma política bonita, mas o que a gente precisa realmente é trabalhar, trazer o Orçamento, trazer a sensibilidade de que estamos falando do nosso presente no futuro.”
Uma proposta já aprovada pela Comissão de Constituição e Justiça da Câmara obriga o estabelecimento de metas para a primeira infância no Plano Plurianual e na Lei de Diretrizes Orçamentárias e torna crime de responsabilidade o descumprimento das metas pelos gestores (PLP 177/20). Esse projeto está pronto para análise do Plenário.
O ministro das Relações Institucionais, Alexandre Padilha, participou do lançamento da rede e apontou avanços nas políticas para primeira infância, como a lei da parentalidade positiva, sancionada pelo presidente Lula.
“Eu acho que essa constituição de uma frente que junta a frente parlamentar mista aqui do Congresso Nacional com todos os parlamentos estaduais é um momento histórico e vai impulsionar mais recursos para a primeira infância, o acompanhamento de políticas, e a aprovação de projetos tão positivos como o que foi sancionado pelo presidente Lula, o da parentalidade positiva. Sanção integral do presidente Lula do projeto produzido aqui no Congresso Nacional.”
A nova lei (14.826/24) institui a parentalidade positiva e o direito ao brincar como estratégias de prevenção à violência contra crianças. Caberá à União, aos estados, ao Distrito Federal e aos municípios desenvolver ações para incentivar as práticas.
Essa lei foi aprovada pela Câmara em agosto do ano passado e pelo Senado em fevereiro, e define parentalidade positiva como o processo de criação dos filhos baseado no respeito, no acolhimento e na não violência.
Da Rádio Câmara, de Brasília, Paula Moraes.








